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Análise: merenda escolar é ‘uma das maiores políticas de proteção social do nosso país’

Governo federal anunciou um reajuste no valor repassado ao PNAE em 2026 para R$ 6,7 bilhões

Educação|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo federal anunciou um reajuste de R$ 6,7 bilhões para o PNAE em 2026, visando atender alunos da educação infantil ao ensino médio.
  • O aumento de 55% desde 2023 é necessário para recompor o poder de compra de estados e municípios diante da inflação de alimentos.
  • A merenda escolar é considerada uma das maiores políticas de proteção social do país, importante para o desenvolvimento dos alunos.
  • Pesquisadores alertam que a falta de alimentos adequados compromete a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças.

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O Ministério da Educação anunciou, nesta terça-feira (10), o reajuste dos valores de repasse para a compra de merenda escolar em R$ 6,7 bilhões. O valor será direcionado ao PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), que atende alunos da educação infantil ao ensino médio, incluindo a educação de jovens e adultos.

Ainda segundo a pasta, o montante representa aumento de 55% desde 2023 e visa recompor o poder de compra de estados e municípios diante da inflação de alimentos registrada. A medida é vista como de extrema importância para o desenvolvimento dos alunos, pontua Rafael Parente, PhD em educação, e pesquisador da Ufal (Universidade Federal de Alagoas).


Estudante de camiseta azul e short florido segura prato azul com arroz, feijão, carne ensopada e salada em uma escola
Falta de alimentação adequada pode comprometer a concentração e o desenvolvimento cognitivo Reprodução/Record News

“Quando o estômago está vazio, doendo, é muito difícil você esperar que uma criança aprenda alguma coisa. E quando a gente está falando de merenda escolar no nosso país, a gente precisa entender que não é só de alimentação que a gente está falando, mas de uma das maiores políticas de proteção social do nosso país”, comenta.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (11), Parente destaca que a merenda continua como principal refeição para um número expressivos dos alunos, como no Norte e Nordeste, com mais de 50% dos alunos dependendo dessa alimentação.


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No entanto, ele ressalta que o valor ainda é apertado e acaba pressionando os gestores a fazerem substituições, nem sempre equivalentes, para ao menos servir algo aos alunos.

“Há muita substituição, por exemplo, de carne por ovo, ovo por biscoito e a gente sabe por estudos do Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada] e da UniRio [Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro] que criança mal alimentada não vai aprender. A fome compromete a concentração, o desenvolvimento cognitivo e até, a longo prazo, gera quadros de anemia e de atraso no crescimento. Então é uma questão realmente muito séria”, finaliza.

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