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Aplicativos podem ser aliados dos pais na educação dos filhos

Tecnologia é um caminho sem volta, saiba como escolher o que as crianças podem ver e como podem interagir em smartphones e tablets

Educação|Karla Dunder, do R7

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Pais devem saber limitar o tempo de uso de tecnologia, principalmente de crianças pequenas
Pais devem saber limitar o tempo de uso de tecnologia, principalmente de crianças pequenas

Ao olhar as lojas virtuais dos smartphones, o que não é falta é aplicativo para baixar. Tem opções para todos os gostos e interesses. Mas quando o assunto envolve os filhos, os pais precisam ficar atentos. Alguns aplicativos ajudam na educação das crianças e podem ser interessantes.

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Crianças usam com muita frequência aparelhos como smartphones, tablets, notebooks e computadores. Uma boa alternativa aos pais é recorrer a aplicativos educativos para que as crianças possam usar a tecnologia de forma saudável. Mas como lidar com a internet de forma segura e saber escolher os melhores aplicativos para os filhos?

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Para o professor da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília), Gilberto Lacerda dos Santos, “o mundo digital está aí e não temos como fugir dele”. Santos observa que como esse universo tecnológico é muito novo, ainda não há um consenso sobre o assunto.

“O que sabemos é que as pesquisas mostram que o cérebro humano de uma criança pequena elabora uma série de mecanismos para serem usados no futuro, elas partem primeiro do concreto para depois seguir para a manipulação abstrata”, explica o professor. “O aplicativo coloca a criança diretamente nesse mundo abstrato e não há pesquisas que abordem quais as implicações disso na primeira infância, mas sabemos que elas desenvolvem outras habilidades”.

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João Chequer, CEO da Kidsa, os aplicativos podem ser uma solução segura para as crianças navegarem na internet. “Eles navegam em um ambiente controlado, mais seguro e os pais têm a opção de escolher um app em que a criança possa aprender de maneira divertida”.

Como escolher um aplicativo? Para o especialista é importante que os pais observem a classificação etária e a linguagem apropriada para cada idade. “Joguinhos construtivos, que mexem com a motricidade são mais indicados, nada de jogos violentos, de guerra ou tiro”, diz Chequer. “Aprender de forma divertida é sempre muito melhor”.

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“Os pais devem frequentar o mesmo ambiente que os filhos, precisam saber o que as crianças estão vendo, jogando e jamais deixa-las interagir com estranhos”, diz o professor Santos. “Os brinquedos são inspecionados pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), creio que no futuro um órgão regulador dessa natureza avalie os aplicativos, enquanto isso, os pais devem ficar atentos às opções disponíveis. ”

Os dois profissionais são categóricos quanto ao tempo de uso de tecnologia. “Tudo em excesso faz mal, cabe aos pais o controle do tempo da criança exposta à tecnologia”, avalia Chequer. "O importante é que haja equilíbrio no uso da tecnologia, os pais precisam brincar, ler e interagir com os filhos."

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