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‘Caminho sem volta’, diz especialista sobre uso de IA na educação

Claudia Costin avalia riscos e possibilidades que a utilização da tecnologia traz para o meio acadêmico

Educação|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Câmara dos Deputados discute diretrizes para o uso de inteligências artificiais na educação brasileira.
  • A professora Claudia Costin afirma que a aplicação das IAs é um "caminho sem volta", apresentando riscos e possibilidades.
  • Os riscos incluem a automação que pode substituir postos de trabalho, exigindo uma nova abordagem educacional.
  • As IAs podem ser ferramentas úteis para avaliação e elaboração de conteúdo, mas cuidado com dados sensíveis é necessário.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

À medida que a inteligência artificial ganha adesão no meio acadêmico, o Conselho Nacional de Educação discute um parecer para criar diretrizes para o emprego da tecnologia na educação brasileira. Do ensino público ao privado, a ideia seria regular o uso da IA em todas as etapas de aprendizagem, visto que qualquer tentativa de banir o uso das ferramentas é tida como inviável por reitores e professores.

Enquanto isso, especialistas estudam como essa utilização pode ocorrer sem prejudicar a formação dos estudantes ou distorcer os resultados de avaliações. Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (16), a professora Claudia Costin já afirma que a aplicação das IAs representa um “caminho sem volta”.


Pessoas trabalham em códigos em computadores
Especialistas se preocupam com ameaça das tecnologias ao aprendizado dos estudantes Reprodução/Record News

“E é também um caminho que traz riscos e possibilidades”, diz. Entre os riscos, Claudia cita a ameaça da automação substituir diversos postos de trabalho. “Isso leva a educação a ter que pensar em formas de nos preparar para essa nova realidade, em que tudo que puder ser automatizado tenderá a ser.”

Mas, entre as possibilidades, a especialista entende — ancorando-se em referenciais do Ministério da Educação — que a inteligência artificial pode ser utilizada como um instrumento adicional de trabalho. “Ela pode fazer uma avaliação inicial do que está sendo feito, do que está sendo proposto. Ela pode nos ajudar a elaborar rascunhos [...], ajudar no processo de elaboração. Pode, sim, ser uma ferramenta de apoio, aprendizagem, muito boa”, avalia.


Nesse sentido, Costin alerta para alguns cuidados que os usuários devem tomar ao utilizar as tecnologias. Entre eles, ela destaca a atenção ao divulgar dados sensíveis ou confidenciais, ou ainda o uso de ferramentas de correção sem verificação humana.

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