Educação Com materiais escolares mais caros em 2022, bolsas de estudo aliviam orçamento

Com materiais escolares mais caros em 2022, bolsas de estudo aliviam orçamento

Associação prevê aumento de até 30% para este ano; pais contam estratégias

Valor das matérias-primas utilizadas para fabricação dos itens escolares puxa a alta dos preços

Valor das matérias-primas utilizadas para fabricação dos itens escolares puxa a alta dos preços

divulgação

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19, o retorno das aulas presenciais para a educação básica já é uma realidade em todo o país nessa semana. Em 2022, além dos alunos em sala de aula, um item que vai continuar presente na lista de chamada é o aumento de preço dos materiais escolares. De acordo com previsão da ABFIAE (Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares), o aumento será de até 30%.

Uma das explicações para alta de preços pode ser dada por outro aumento: os das matérias-primas como papel, papelão, plástico, químicos e embalagem, por exemplo. “Para os produtos importados, os principais impactos são a variação do dólar no Brasil, os aumentos de custos na Ásia e a elevação dos preços de fretes internacionais, decorrente da falta de containers. Além disso, as medidas antidumping para importações de lápis da China, adotadas pelo governo brasileiro este ano, aumentaram os custos na categoria de lápis”, explicou o presidente executivo da ABFIAE, Sidnei Bergamaschi, em entrevista à Agência Brasil.

A esteticista Janete e o filho Gabriel, 10 anos, aluno do sexto ano do fundamental

A esteticista Janete e o filho Gabriel, 10 anos, aluno do sexto ano do fundamental

Acervo pessoal

E foi justamente colocando o orçamento na ponta do lápis que a esteticista Janete Silva sentiu as contas apertarem um pouco mais nesse mês por conta do material escolar do filho Gabriel, de 10 anos, aluno do sexto ano do fundamental. Mãe de mais três crianças, sem uma renda fixa e com o marido eletricista desempregado, Janete contou com ajuda externa da irmã que doou o kit livro – onde Janete percebeu um maior aumento – para o Gabriel. Outros materiais que o filho precisa nas aulas no dia a dia, como caderno de 10 matérias, caneta e borrachas, ela optou por parcelar no cartão de crédito.

O esforço que tem sido feito tanto para o Gabriel, como para os outros filhos, é para garantir um futuro melhor para as crianças. “Pela educação de qualidade, a gente acaba fazendo esse esforço. Então, assim, abrimos mão de outras coisas para poder estar proporcionando isso para o nosso filho. Essa contribuição da minha irmã e de outras pessoas me ajudou muito para a matrícula do Gabriel”, explica.

Pai do Ramon, um menino de 17 anos e estudante do terceiro ano do ensino médio, o militar Fernandes Antônio Pereira fez uma economia repassando livros que o filho usou no ano passado para outro pai. Os materiais que também não foram usados durante as aulas on-line serão reaproveitados nesse ano. “Teve essa economia também. Em casa, no computador, ele economizou mais o material. Então, isso vai ser utilizado novamente”, conta Fernandes.

Matrícula com bolsa de estudo aliviou orçamento

As incertezas da pandemia, como atualmente a variante Ômicron que tem aumentado os casos de Covid-19 e exigindo novamente ainda mais atenção, fez Janete se preocupar em colocar o filho em uma escola particular. A matrícula na pública já era um planejamento, mas o medo de uma nova parada nas aulas influenciou ainda mais a decisão.

“Sinceramente, é um sentimento muito confuso diante de tanta dificuldade priorizar a escola. Acredito que só sendo mãe o pai para entender. Em relação à rede pública, eu não tenho nada a falar e eu sou muito grata. Mas, o que acontece, é que nesse período de pandemia por conta dessa instabilidade se vai ter ou não aula presencial na pública, como iria ser a dinâmica de cuidados em sala eu me senti mais segura optando por uma escola particular”, conta.

Janete alcançou o objetivo com ajuda do Educa Mais Brasil. Mais conhecido entre os programas de incentivo estudantil, o Educa tem parceria com escolas e faculdades de todo o país. A oferta de bolsas de estudo de até 70% contempla desde a educação básica ao ensino superior. Com a bolsa, Janete vai conseguir economizar 50% no valor das mensalidades. “Eu já tinha desistido por conta de outras dificuldades, mas o Educa foi válvula de escape, um verdadeiro milagre na nossa vida essa oportunidade”, reconhece aliviada.

Fernandes também fez uso de uma bolsa de estudo do Educa para o filho Ramon. A opção de investir em educação de qualidade para o filho se dá por acreditar que tudo que se conquista tem um dedo do conhecimento. A escolha pela escola particular hoje, para ele, é um projeto de investimento para a faculdade do filho. “Tudo que a gente tem hoje, nós temos que agradecer aos estudos. Se tem alguém que é empresário, está empregado, se tem alguém que tem uma profissão, é um médico... tudo isso tem que passar pela educação”, reforça.

Fonte:  Agência Educa Mais Brasil

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