Consumo de ultraprocessados ‘é maior em instituições de ensino privadas’, diz pesquisadora
Estudo mostra que falta de regulamentação sobre cantinas deixam jovens mais expostos a produtos ricos em açúcar, gordura e sódio
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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Um estudo realizado por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) apontou que adolescentes consomem menos alimentos ultraprocessados em capitais brasileiras que restringem a venda desse tipo de produto em escolas.
Em entrevista ao Jornal da Record News de segunda-feira (26), Laura Luciano Scaciota, pesquisadora em nutrição e saúde da USP e primeira autora do estudo, reforça que o consumo é maior em instituições de ensino privadas, em razão da ausência de diretrizes relacionadas à alimentação.

“O que nós identificamos é que os alunos de escolas particulares, portanto, que não recebem alimentação pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar, estão concentrados em escolas sem cobertura normativa, ou seja, que não possuem regulamentações sobre a venda de ultraprocessados nas cantinas, portanto, menos protegidos contra o consumo desses alimentos”, diz a pesquisadora.
Laura pontua que a oferta desses produtos no ambiente escolar contribui diretamente para um cenário alimentar prejudicial, já que eles são ricos em açúcares, gordura e sódio, além de conter aditivos que fazem mal à saúde.
“Eles são desenvolvidos com o propósito de gerar lucro pela indústria de alimentos a partir de formulações de baixíssimo custo e que são altamente palatáveis. Então, quando o aluno consome esse lanche, por exemplo, os salgadinhos ou bolachas recheadas, ele deixa de consumir alimentos saudáveis, como frutas e preparações culinárias”, completa a pesquisadora.
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