Correção de fluxo ajusta distorção idade-série e explica queda nas matrículas, diz especialista em educação
Segundo Censo Escolar de 2025, cerca de 1 milhão de alunos deixaram o ensino básico desde 2024
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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O Censo Escolar de 2025 revelou que, mesmo em um cenário desfavorável, a educação em tempo integral — caracterizada pela jornada mínima de sete horas diárias, totalizando pelo menos 35 horas semanais — e o ensino técnico cresceram no último ano. Apesar das conquistas, o documento também declarou que a educação básica perdeu cerca de 1 milhão de alunos entre 2024 e 2025.
Embora o número registrado esteja relacionado em parte pela evasão escolar e casos de abandono, o professor especialista em legislação educacional, Erik Anderson propõe uma outra perspectiva ao resultado. Ele explica que um dos fatores por trás dessa queda é a correção de fluxo, uma prova realizada por maiores de 18 anos que seguem no ensino médio.
O teste serve de certificação por competência e faz com que o aluno não precise mais frequentar a escola. “Ele sai daquela chamada distorção de idade séria. [...] Como consequência, vai trazer uma redução no número de matrículas”. Ele afirmou no Conexão Record News desta terça (3) que cada vez mais instituições de ensino investem na correção de fluxo, uma vez que ela influencia no cálculo do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
Anderson também avalia que a diminuição de reprovações e até mesmo aspectos demográficos influenciaram o número obtido: “Mas isso aí precisaria de um estudo mais aprofundado do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para verificar e ter a garantia de que aspectos de ordem como taxa de nascimento e de densidade demográfica interferem no número de matrículas”.
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