Educação socioemocional contribui para formação dos alunos
Programa digital oferece aprendizado diferenciado que visa a proporcionar conhecimentos de consciência social e empatia
Educação|Marcela Virgulino*, do R7
Mais de 2 milhões de alunos do ensino básico na rede privada recebem programa digital "Sentir" que foca na educação socioemocional e em competências que visam gerar habilidades de consciência social, crítica e empatia. A plataforma abrange educadores e familiares, é composta por 500 livros e audiolivros paradidáticos no ambiente online.
A educação socioemocional tem um aspecto diferente do ensino tradicional, ela traz competências que vão além dos aspectos cognitivos, trabalhando habilidades relacionadas à consciência social.
O programa Sentir foi desenvolvido pela plataforma de leitora digital Árvore em parceria com o Educa, grupo de soluções educacionais e conta com a participação de Rossandro Klinjey, psicólogo especialista em educação e desenvolvimento humano, o objetivo é gerar aptidões emocionais para os alunos saibam lidar com os problemas no dia a dia e ser tornarem jovens altruístas.
O que é a educação socioemocional?
A coordenadora pedagógica Kamilla Martins, uma das responsáveis do programa, explica: "O conceito de competências socioemocionais envolve o estudo das emoções e abordagens de diferentes perspectivas do desenvolvimento humano. Nos últimos anos, a saúde mental foi um assunto que esteve muito em evidência, se tornando tema de estudos científicos e de grandes debates da sociedade."
Com o aprendizado socioemocional é possível ensinar como assumir atitudes e habilidades para o gerenciamento das emoções, promovendo a empatia e a tomada de decisão responsável e saudável. "Todos somos sensíveis ao desenvolvimento de transtornos mentais, por isso esse formato de educação se torna um aliado tão importante na comunidade escolar, mesmo nos primeiros anos de ensino", avalia Kamilla.
Benefícios sociemocionais
"Crianças e jovens que aprendem a reconhecer e gerenciar suas próprias emoções, desenvolvem empatia e autoconhecimento, bem como competências que vão fortalecer os conceitos de liderança, cidadania, moderação, humanidade e sabedoria", observa a coordenadora.
E a escola é o melhor espaço para desenvolver essas habilidades, principalmente nos momentos de crise.