Educação Ensino médio em SP: alunos têm acesso a cursos técnicos

Ensino médio em SP: alunos têm acesso a cursos técnicos

Administração e informática para internet lideram entre os mais procurados pelos estudantes do primeiro ano da rede estadual

  • Educação | Do R7

Ensino médio em SP: estudantes podem fazer curso técnico

Ensino médio em SP: estudantes podem fazer curso técnico

Divulgação

As escolas da rede estadual de ensino médio ofereceram formação profissional a 18 mil estudantes da primeira série, de 426 escolas da rede estadual, em 221 cidades. O grupo teve a oportunidade de escolher, no fim do ano passado, durante o processo de rematrícula na SED (Secretaria Escolar Digital), uma opção entre nove cursos técnicos profissionalizantes do Novotec Integrado, programa executado entre a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

O curso de administração liderou a relação de procura, com 6.503 matrículas. Informática para internet, com 4.552, e desenvolvimento de sistemas, com 1.606, aparecem na sequência. Logística, recursos humanos, marketing, serviços jurídicos, guia de turismo e contabilidade, nessa ordem, fecham a lista. 

A demanda foi correspondente à oferta de vagas determinada com base na adesão das escolas estaduais, demanda estudantil e capacidade de atendimento pelas escolas técnicas. Os componentes dos cursos técnicos são ministrados pelos professores das escolas técnicas parceiras das escolas estaduais – sejam as Etecs do Centro Paula Souza (CPS), sejam outras instituições técnicas contratadas pela SDE. Todas as escolas técnicas seguem o mesmo plano de curso, desenvolvido pelo CPS para garantir igualdade e qualidade no ensino ofertado aos estudantes.

Os professores que ministram os cursos técnicos integrados têm formação adequada ao desenvolvimento dos objetivos da matriz curricular e dos planos de curso, de acordo com especificações legais para ministrar cursos de habilitação técnica, conforme detalhado no Catálogo de Requisitos de Titulação do CPS. A carga horária tem duração média de 1.200 horas. Em conjunto com os componentes curriculares da formação geral básica (FGB) de 1.800 horas, formará a nova carga horária do ensino médio, que será organizada em um único turno ao longo das três séries.

Rede estadual

O ensino médio de São Paulo começou a ser implementado neste ano para 436 mil estudantes da primeira série da rede de ensino estadual, com a oferta dos 12 componentes da FGB, agrupados por área de conhecimento – língua portuguesa, língua inglesa, arte, educação física, matemática, química, física, biologia, história, geografia, filosofia, sociologia –, alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e ao Currículo em Ação, além dos três componentes do Inova Educação (Eletivas, Projeto de Vida e Tecnologia e Inovação). Neste ano, também ocorreu o processo de escolha dos aprofundamentos curriculares para 2022, conforme interesse individual.

A partir do próximo ano letivo, todas as escolas estaduais de ensino médio vão ofertar à segunda série pelo menos dois itinerários formativos que contemplem as quatro áreas do conhecimento. São 11 opções: linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza; seis opções integradas entre elas; e a formação técnica ou profissional, via Novotec Expresso ou Novotec Integrado.

Ampliação das aulas e carga horária

Até 2019, a carga horária do ensino médio diurno era de 3.000 horas. Em 2020, com a implementação dos três componentes curriculares do Inova Educação na matriz curricular (Eletivas, Projeto de Vida e Tecnologia e Inovação), passou para 3.150 horas. Em 2022, o período diurno vai para 3.510 horas, e o noturno, atualmente com 2.400 horas, vai para 3.000 horas. O aumento no número de aulas varia conforme o período (diurno, noturno e PEI – Programa Ensino Integral).

No próximo ano letivo, a segunda série do período diurno passará de 35 para 42 aulas (sete a mais). Enquanto isso, a primeira série do noturno terá 33 aulas, e a segunda, 34 (hoje são 25). Em 2023, as terceiras séries também passam pela mudança. O diurno contará com 40 aulas, e o noturno, com 33. Com mais essa expansão da carga horária, o diurno, no fim de 2023, terá contemplado a carga horária de 3.510 horas, e o noturno, a de 3.000. De acordo com a Seduc -SP, do ponto de vista do professor, todos terão sua opção de jornada mantida e ainda a oportunidade de ampliá-la, por meio dos itinerários formativos.

No Programa Ensino Integral (PEI), não há alteração em relação ao número de horas proposto para 2021. São 3.870 horas para as escolas com turno de nove horas, e 3.420 para aquelas com turno de sete horas.

Os aprofundamentos curriculares estão organizados em unidades curriculares, que representam um bloco de dez aulas semanais com duração de um semestre. Cada aprofundamento curricular é composto de seis unidades curriculares. Na segunda série, haverá uma unidade curricular em cada semestre; na terceira, quatro unidades curriculares, duas em cada semestre.

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