Educação Escolas promovem troca de livros e ajudam famílias a reduzir gastos

Escolas promovem troca de livros e ajudam famílias a reduzir gastos

Além de beneficiar o orçamento doméstico, iniciativas têm estimulado o consumo consciente de material escolar entre alunos

  • Educação | Alex Gonçalves, do R7*

"Além do benefício financeiro tem o incentivo ao consumo consciente", diz mãe de estudante

"Além do benefício financeiro tem o incentivo ao consumo consciente", diz mãe de estudante

Divulgação Colégio Albert Sabin

Tradicionalmente no fim de ano as escolas e os pais organizam as feiras de trocas de uniformes, livros e materiais didáticos. Ações que além de promover o consumo consciente entre os estudantes têm ajudado os pais com a redução de gastos com o orçamento escolar.

Ao reaproveitar objetos e reforçar a cultura de troca entre as famílias, as escolas  incentivam a reduzir o consumo. Cristiane Fialho, mãe da Larissa, que irá cursar o 5º ano do ensino fundamental em 2022 no Colégio Albert Sabin avalia que a feira de troca traz benefícios para todos. "Além da questão financeira temos também o incentivo ao consumo consciente tanto de papel quanto de tecidos. É uma forma de ensinarmos nossos filhos a cuidarem de seus livros e uniformes pensando no próximo", explica.

Ainda de acordo com a mãe, outro ponto de destaque é a economia sentida no bolso. "A cada ano essa economia aumenta, ainda mais agora neste momento de crise e pandemia em estamos passando", diz. Segundo Cristiane, a feira ainda possui certa resistência à adesão de outros pais de alunos. "Muitos preferem vender os livros, mas trabalhamos para mudar essa mentalidade e incentivar a todos — é um trabalho de formiguinha", finaliza.

Denise Flores é organizadora da feira de trocas na escola e, segundo ela, o evento objetiva quatros principais ações: ajudar ao próximo por meio de doação, preservação da natureza, conscientização dos alunos sobre os cuidados dos próprios pertences e a economia financeira aos pais e responsáveis. "No final todo mundo é beneficado", explica.

Denise conta que a divulgação é feita através do Facebook. "Nós agendamos datas para doação de livros e uniformes e damos uma ficha mencionando a quantidade de cada item doado (livros didáticos, paradidáticos e uniformes) que será utilizada no dia agendado para realizar a troca por itens do ano subsequente", explica. Tudo é feito de forma gratuita. O custo do projeto é subsidiado pelos pais responsáveis e pelo colégio.

Segundo a diretora Giselle Magnossão do Colégio Albert Sabin, a iniciativa acontece desde 2015, quando foi trazida por um grupo de mães. Além desta ação, o colégio desenvolve outro projeto de voluntariado com alunos a partir do 9º ano. "Acreditamos que oferecer aos estudantes oportunidades para vivenciar ações sociais contribui para o desenvolvimento de competências e fortalecimento de valores essenciais como o respeito, a solidariedade e a autonomia, que são valores de nosso Colégio", explica. 

Ainda de acordo com Giselle, o colégio tem como principal missão educar. "É por meio de ações pedagógicas que formamos cidadãos globalizados, capazes de contribuir para a evolução da sociedade", finaliza.

Outra iniciativa semelhante ocorre todos os anos na Escola Santi, na capital paulista. O projeto reúne três feiras de trocas silmultâneas:

- Troca-troca de uniformes;
- Trocando histórias (livros de literatura);
- Troca de material didático.

Escola realiza troca de material didático, livros e uniformes

Escola realiza troca de material didático, livros e uniformes

Divulgação Escola Santi

São livros didáticos em bom estado de conservação, mochilas, estojos, lancheiras, pastas de arquivo, lapís, giz de cera e canetinhas. No dia da troca de uniformes, a insituição informa que poderá retirar quantas peças julgar conveniente. Não é necessário doar uniforme para retirar uniforme.

Feira de Barganha

Estudantes trocam experiências na feira de barganha no colégio

Estudantes trocam experiências na feira de barganha no colégio

Divulgação Colégio Marista Glória

Os estudantes do 4º ano do ensino fundamental do Colégio Marista Glória, em São Paulo, promoverem a Feira de Barganhas, com o objetivo de conscientizar as pessoas da importância de consumir menos.

A feira foi organizada no pátio do colégio e os estudantes trocaram brinquedos, material escolar, livros, figurinhas, roupas, entre outros itens. A atividade presencial obedeceu aos protocolos de saúde para combate à Covid-19.

Para Sandra Henriques, professora responsável pelo projeto, “quanto mais produtos industrializados são consumidos, mais recursos naturais são retirados da natureza", explica. "Brincando, formamos cidadãos conscientes, que, desde pequenos, já compreendem o necessário para preservar o meio ambiente", avalia.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Karla Dunder

Últimas