Especialista defende proibição de redes sociais para crianças e adolescentes no Brasil
Andréia Schmidt destaca a necessidade de debater a proteção de menores diante dos riscos presentes nas plataformas digitais
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A Assembleia Nacional da França aprovou, nesta segunda-feira (26), uma proposta que proíbe menores de 15 anos de acessarem redes sociais. O texto recebeu 116 votos favoráveis e 23 contrários e agora segue para o Senado, antes de passar por uma votação final na Câmara dos Deputados. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a intenção é implementar a medida antes do início do próximo ano letivo, em setembro.
Outros países, como a Austrália, já adotaram iniciativas semelhantes, restringindo o uso dessas plataformas por menores de 16 anos. Em entrevista ao Hora News, Andréia Schmidt, professora da USP (Universidade de São Paulo) e integrante do conselho da SBP (Sociedade Brasileira de Psicologia), ressalta que o tema poderia ser debatido no Brasil, considerando a vulnerabilidade das crianças no ambiente digital.

“É uma questão muito importante que nós precisamos discutir no Brasil, porque eu acho que é importante limitar, entender que essa proibição diz respeito ao acesso às redes sociais, não ao conteúdo total da internet. E por que isso é focado nas redes sociais? Porque, de fato, crianças e jovens, eles são muito vulneráveis a uma série de riscos ao frequentar essas plataformas sociais”, diz a pesquisadora.
Ela ressalta, porém, que é preciso ir além da proibição: “Então eu acho que a proibição é parte de uma solução de curto prazo, mas no horizonte mais amplo, o que de verdade nós precisamos é da conscientização da sociedade sobre esses riscos e de educar as pessoas para usar de forma mais crítica e mais segura essas plataformas sociais”.
Ela reforça a importância de que os pais reduzam a exposição das crianças pequenas aos aparelhos eletrônicos. Segundo as recomendações das sociedades de pediatria e da OMS (Organização Mundial da Saúde), o ideal é que, entre 2 e 5 anos, o tempo de tela não ultrapasse uma hora por dia.
“A primeira dica que eu dou é para os pais de crianças pequenas. Reduzam ao máximo o tempo de tela das crianças e que esse tempo que elas passem nas telas seja um tempo de qualidade, ou seja, que os pais possam escolher conteúdos que sejam educativos, que sejam conteúdos que vão promover algum tipo de aprendizagem para as crianças, mas principalmente que os pais estejam junto com as crianças quando esses conteúdos estiverem sendo consumidos”, diz Andréia.
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