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Espírito Santo tem melhor nota do país no ensino médio público

São Paulo ficou fora do grupo dos cinco melhores Estados na avaliação - em Matemática, está em 10º, e em Português, em 7º

Educação|Do R7

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Rede pública do Espírito Santo tem o melhor resultado do país em Português e Matemática
Rede pública do Espírito Santo tem o melhor resultado do país em Português e Matemática

A rede pública do Espírito Santo tem o melhor resultado do país em Português e Matemática no ensino médio, etapa mais crítica da educação básica brasileira. Já São Paulo, Estado mais rico do País, fica fora do grupo dos cinco primeiros nas duas disciplinas - em Matemática, está em 10º, e em Português, em 7º.

Os números são da edição 2017 do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), mais importante exame para medir o desempenho dos alunos no País. A prova, que existe desde 1995, é aplicada pelo MEC (Ministério da Educação) para todos os estudantes do 5º ano e 9º ano do ensino fundamental e do 3º do médio da rede pública.

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Na última edição, escolas privadas puderam se voluntariar a participar (até 2017, o MEC selecionava esse grupo por amostragem). Essas notas são usadas para compor o Índice de Desempenho da Educação Básica (Ideb), que é bianual e inclui dados de aprovação.

O sistema público capixaba teve média de 281,1 pontos em Matemática e 276,7 pontos em Português, em uma escala de zero a mil, resultado superior à média pública nacional (259,7 nas duas).

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Notas inferiores a 300, porém, significam que os alunos não são capazes de identificar o tema de uma crônica ou determinar a probabilidade de um evento simples - conteúdos esperados para um aluno no fim do ensino médio (com cerca de 17 anos).

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O governo Michel Temer aprovou via medida provisória no ano passado uma reforma do ensino médio. A nova proposta torna 40% da carga horária da etapa flexível, com a oferta de vários percursos formativos (incluindo ensino técnico) sob justificativa de conectar mais o conteúdo com os interesses dos alunos.

Parte dos candidatos à Presidência defende revogar essa reforma. Está também em debate no Conselho Nacional de Educação uma base curricular para esse ciclo escolar, que prevê o que deve ser ensinado em cada série, primeiro documento do tipo no País.

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Entre as redes públicas, 15 Estados registraram piora em pelo menos uma das duas disciplinas no ano passado em relação ao exame anterior (2015).

Último do ranking, o Pará teve o principal recuo (redução foi de 12,6 pontos em Português e 13,5 em Matemática). Embora não esteja nem entre os dez primeiros da lista, a rede pública do Ceará registrou o maior avanço entre as duas edições (11,4 e 7,2 pontos, respectivamente).

Os dados do MEC também revelam as desigualdades entre Estados e faixas socioeconômicas. O desempenho médio das escolas de menor nível socioeconômico de Espírito Santo, por exemplo, é semelhante ao desempenho médio das escolas com melhor nível socioeconômico no Amapá. Internamente, o Distrito Federal apresenta a maior disparidade entre os mais ricos e os mais pobres.

O sistema público abrange colégios municipais, estaduais e federais. Os Estados, porém, são responsáveis por cerca de 70% das escolas de Ensino Médio.

Outras etapas

Já no 9.º ano do fundamental (alunos de 14 anos), Santa Catarina ficou na liderança em Português e Matemática. Todos os Estados e o Distrito Federal avançaram em Português, mas 11 unidades federativas tiveram alguma queda na outra disciplina.

No 5.º ano do fundamental, etapa em que o País tem registrado os maiores avanços, o primeiro lugar ficou com o Paraná em Matemática e com São Paulo em Português. Nas séries iniciais dessa etapa (1.º ao 5.º ano), 70% das escolas são das redes municipais. Já nas séries finais (6.º ao 9.º ano), 47% são de responsabilidade das prefeituras. As notas de cada rede municipal, no entanto, não foram divulgadas pelo MEC.

Cerca de 5,46 milhões de alunos do fundamental e do médio fizeram a prova no ano passado. A previsão é que o ministério divulgue os resultados do Ideb na próxima semana. Pela primeira vez, os dados do Saeb e do Ideb foram divulgados separadamente. O ministério informou que o fatiamento da divulgação tem o objetivo de dar ênfase à discussão sobre aprendizagem.

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