Educação Estudantes de São Paulo vão representar o Brasil em competição de xadrez na China

Estudantes de São Paulo vão representar o Brasil em competição de xadrez na China

Jovens do ensino médio venceram as seletivas nacionais em Aracaju (SE) e vão disputar o mundial em novembro

  • Educação | Do R7

Estudantes já se preparam para a competição internacional de novembro

Estudantes já se preparam para a competição internacional de novembro

Divulgação

Uma equipe de estudantes de São Paulo vai representar o Brasil no campeonato mundial de xadrez na China, em novembro. Os adolescentes venceram a seletiva nacional realizada em Aracaju (SE) em março e já se preparam para encarar o Mundial Gymnasiade 2022.

Sob o comando do professor Álvaro Aranha, Mestre da Federação Internacional de Xadrez (Fide), a equipe que representou o estado de São Paulo na competição realizada no Nordeste foi composta por quatro jovens — três saíram campeões.  Em primeiro lugar Vinicius Taishun Lima e Clarice Soares Leite Flores e como vice ficou Kauã Marques Silva. João Pedro Vieira Corrêa não passou por apenas meio ponto. A competição contou com representantes de todos os estados — 73 participantes no masculino e 67 no feminino.

"Nós tivemos apenas um mês para treinar, fizemos aulas extras às segundas-feiras, mas como treinamos com frequência na escola já estávamos preparados", conta Kauã. "Mas me dediquei bastante no treinamento das táticas."

"Nas aulas, nosso objetivo foi manter o foco no cálculo logo na abertura da partida, observar as posições das peças e decidir qual a melhor estratégia de jogo", completa João. 

"Foi uma experiência muito diferente, foi a primeira vez que participei de uma delegação e que representei o meu estado", diz Clarice. "Conhecemos muitas pessoas, o nível da competição foi mais forte do que eu esperava, acredito que neste período de pandemia o xadrez se desenvolveu em estados que não tinham muita tradição."

Todos os integrantes da equipe são alunos do colégio Augusto Laranja, na zona sul de São Paulo e já se preparam para a competição na China.

Kauã, aluno do terceiro ano do ensino médio, se divide entre as competições de xadrez e o preparo para o vestibular e Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). "Não pretendo parar de jogar xadrez, mas penso em cursar Administração de Empresas", diz. "O xadrez além de auxiliar na concentração e raciocínio, pode também abrir oportunidade de bolsa de estudo em uma instituição particular."

Vinicius, ainda no segundo ano, já planeja usar sua experiência nas competições para pleitear uma bolsa de estudos em uma universidade no exterior. 

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