Artes e saberes indígenas ganham espaço em escolas públicas do Rio
Cultura e literatura dos povos originários estão no centro da sala de aula para mais de 5 mil estudantes
Feed TV - Educação|Do R7

No dia 12 de março, a Escola Municipal Barão de Itacurussá, na Tijuca, vira o palco inicial da nova edição dos projetos Lá Vem História e Formação Cultural Antirracista. A proposta da ONG Parceiros da Educação Rio é colocar a cultura e a literatura dos povos originários no centro da sala de aula para mais de 5 mil estudantes do Rio de Janeiro.
O projeto celebra três anos de atuação, promovendo vivências artísticas dentro e fora do ambiente escolar, além de ampliar o acervo das bibliotecas ao doar livros infantis de autores renomados, como Daniel Munduruku, Yaguarê Yamã, Eliane Potiguara entre outros. De acordo com os organizadores, em 2026 a meta é distribuir 600 exemplares. O programa integra mediação de leitura e oficinas de artes visuais, teatro, música e dança, inspirado em pensadores como Ailton Krenak e Antonio Bispo.
Coordenado e idealizado por Lêda Fonseca, o Lá Vem História reafirma o compromisso com a formação cultural e humana das crianças, apostando na arte como gesto capaz de manter o mundo aberto. “Quando falamos que o futuro é agora, estamos dizendo que ele começa nas escolhas que fazemos todos os dias dentro da escola. Ao apresentar às crianças a literatura indígena e o pensamento dos povos originários, ampliamos repertórios e mostramos outras formas de estar no mundo, baseadas no cuidado, na escuta e no respeito à natureza. A arte, nesse contexto, é uma prática de formação humana”, diz Lêda Fonseca.
A abertura contará com a presença das escritoras Carina Pataxó e Taiana Rodrigues, autoras de livros que serão doados às escolas farão uma palestra especial para marcar o início das atividades, reforçando a proposta de valorizar a cultura e a arte dos povos originários. Para o secretário municipal de educação, Renan Ferreirinha, a contribuição do projeto vai além da sala de aula.
O projeto também consolida a parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O programa capacita 22 estudantes universitários que, com bolsas de R$ 1.000, atuam como mediadores de leitura. Eles visitam as escolas duas vezes por semana, estimulando o hábito de ler entre crianças da educação infantil ao 5º ano.














