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Greve de professores em município do Maranhão dura mais de 70 dias

Os funcionários estão com o salário cortado e não têm diálogo com a Prefeitura

Educação|Da Agência Brasil

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Docentes decidem por paralisação em assembleia realizada em abril
Docentes decidem por paralisação em assembleia realizada em abril

A greve dos professores do município de Imperatriz, no Maranhão, completou 75 dias na última segunda-feira (14). Os funcionários estão com o salário cortado e não têm diálogo com a Prefeitura. Em assembleia realizada na manhã de ontem o Steei (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino em Imperatriz) decidiu manter a greve.

Relembre greves que se espalharam pelo País neste ano 

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De acordo com o professor Charles Oliveira e representante do Steei os professores prometem fazer um panelaço em frente a prefeitura na próxima quarta feira (16), dia do aniversário da cidade. Segundo ele alguns servidores estão passando fome.

— Alguns companheiros vêm ao sindicato reclamando que estão com fome, então nós estamos em campanha de doações para ajudar a todos, completou.

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Paralisação

Segundo o Steei, a paralisação atinge 55% da categoria. A principal reivindicação é o reajuste salarial. Além dos professores municipais de educação, que atendem principalmente ao ensino fundamental, estão parados vigias, merendeiros, zeladores e outros trabalhadores em educação.

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Depois de dois meses de greve, a prefeitura cortou os salários dos mil trabalhadores, que estão sem pagamento desde o dia 1º deste mês.

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A Agência Brasil tentou entrar em contato com a Prefeitura de Imperatriz por telefone e pelos e-mails disponíveis na página do município na internet, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Segundo o sindicato, foi feita apenas uma reunião com a prefeitura, que se mostrou inflexível ante qualquer aumento. Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 13%, tíquete-alimentação de R$ 230 e o plano de carreira, que está há mais de dez anos desatualizado.

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