Educação Inclusão de pessoas com deficiência precisa avançar na EAD

Inclusão de pessoas com deficiência precisa avançar na EAD

Pesquisa aponta que apesar do crescimento da modalidade, ainda falta investimento em material e aulas adaptadas

Libras: estudantes têm direito a mesma qualidade

Libras: estudantes têm direito a mesma qualidade

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Um dos papéis do Ensino a Distância é ampliar a acessibilidade, principalmente na graduação.  Na EAD o aluno pode estudar em casa e realiza provas, atividades laboratoriais e outros encontros presenciais em uma unidade da instituição de ensino onde estuda.

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Segundo estudo recente, o CensoEAD.BR da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), mostra que apesar do crescimento desta modalidade de ensino em todo o país e de estar garantida pela Constituição Federal, que todas as pessoas portadoras de deficiência tenham acesso à educação, à saúde, ao lazer e ao trabalho, entre outros direitos, as instituições formadoras de EAD no Brasil apresentam números baixos de investimentos na inclusão. 

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Por exemplo, 18,5% não executam ações que promovem a inclusão e na melhor situação, o número ainda pode ser considerado baixo: apenas 20,7% oferecem atendimento de intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Já em relação aos recursos tecnológicos oferecidos, nota-se uma pequena melhora, embora distante do ideal: 55,56% das provas são adaptadas; 52,59% dispõe de computadores com recursos de acessibilidade; 28,17% proporcionam lupas e lentes de aumento; 23,70% oferecem roteiros de aprendizagem diferenciados; 19,26 concedem material em braile.

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“Sem dúvida alguma, para os estudantes que tem dificuldade de mobilidade, a EAD é muito útil, porque facilita o acesso e barateia o custo de deslocamento”, avalia a conselheira da Abed, Josiane Maria de Freitas Tonelotto. “Mas as instituições precisam investir mais em tecnologia para adaptar material e aulas.”

Josiane destaca que todos têm os mesmos direitos e devem ter acesso a mesma qualidade de aulas e materiais. “É fundamental que um deficiente sensorial, cego ou surdo, tenha acesso a audiolivros, podcasts e tradutor de Libras. Eles devem ter a mesma experiência de aprendizagem que os demais alunos.”

O estudante deficiente deve ficar atento antes de fazer a matrícula e verificar se a instituição oferece conteúdo adaptado. Para os alunos da graduação, a informação é dada na inscrição do vestibular.

Já as instituições devem criar e investir em um núcleo de acompanhamento, que ofereça as condições necessárias a todos os alunos.

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