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MEC pretende dobrar número de vagas no ensino técnico

Programa Novos Caminhos pretende alinhar a formação profissional de jovens às demandas da indústria, em especial, à tecnologia

Educação|Do R7 com Agência Brasil

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Weintraub e Ariosto Culau lançam o 'Novos Caminhos'
Weintraub e Ariosto Culau lançam o 'Novos Caminhos'

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou na manhã desta terça-feira (8) o lançamento do programa Novos Caminhos, que deve ampliar a formação de jovens no ensino técnico. A meta do governo é dobrar o número de matrículas nesse segmento até 2023, ultrapassando 3 milhões de estudantes em cursos técnicos.

O MEC (Ministério da Educação) vai ofertar mais 1,5 milhão de vagas em educação profissional e tecnológica até 2023. Com o programa, as atuais 1,9 milhão de vagas passarão para 3,4 milhões em todo o país, representando um aumento de 80%. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, assinou quatro portarias para dar andamento ao programa.

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De acordo com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 27,3% dos jovens brasileiros entre 18 a 24 anos estão desempregados. De acordo com dados apresentados pelo ministro, 11,1 milhões não estudam nem trabalham.

"Por outro lado, 40% das empresas encontram dificuldade para encontrar profissionais qualificados, principalmente técnicos", diz Weintraub. "A proposta do programa é alinhar a demanda da indústria para qualificar profissionais e colocar esses jovens no mercado de trabalho gerando renda."

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O programa Novos Caminhos deve promover parcerias com instituições privadas e também deve promover a regulamentação desses cursos. Além de parcerias com o Sistema S e com os estados.

Essas vagas deverão ser ofertadas tanto no ensino médio quanto para jovens e adultos que já estão fora da escola. A pasta pretende também articular a oferta dos cursos com a demanda do mercado de trabalho. “A educação tem que estar voltada para o mercado de trabalho, não pode dar as costas e ignorar as demandas do setor produtivo”, disse o secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Ariosto Antunes Culau.

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Ainda, segundo Culau, o catálogo de cursos técnicos será revisto para que novas profissões sejam incorporadas. O MEC também deve investir na qualificação de professores com mestrados direcionados para a formação desses profissionais.

Formação de professores

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A meta da pasta, além da abertura de novas vagas para estudantes é preparar 40 mil professores da rede pública até 2022 com aulas sobre atualização tecnológica, técnicas pedagógicas voltadas para a educação profissional, empreendedorismo e orientação vocacional e profissional. Serão abertas também 21 mil vagas para formação de professores de ciências e de matemática.

Deverão ainda ser reconhecidos mais de 11 mil diplomas de pessoas que concluíram a formação técnica na rede privada de ensino superior desde 2016, mas não tinham chancela da pasta por conta da ausência de ordenamento jurídico.

Pesquisa aplicada

O MEC pretende criar um escritório, que atuará na articulação entre os setores público e privado. Esse escritório deverá estimular a pesquisa aplicada, inovação e iniciação tecnológica. Serão lançados editais para estudantes, professores e pesquisadores com investimento total de R$ 60 milhões até 2022.

Além disso, a pasta anunciou a criação de cinco polos de inovação nos institutos federais voltados para empreendedorismo e pesquisas aplicadas.

Pronatec

O ministro criticou o Pronatec, programa lançado em 2011 pela ex-presidente Dilma Rousseff com a proposta de ampliar vagas no ensino técnico e também promovendo a parceria com a iniciativa privada. 

"Não estamos copiando o programa, que foi largado às traças", disse Weintraub. O Pronatec foi duramente criticado pelo presidente Jair Bolsonaro durante a campanha e o ensino técnico também foi uma das bandeiras de campanha.

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