Misoginia nas escolas: ‘Muitos comportamentos vêm da família’, diz educadora
Ao ‘Hora News’, Claudia Costin defende parceria entre família e escola para formar gerações mais tolerantes
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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Casos de misoginia em escolas pelo Brasil têm gerado grande repercussão nas últimas semanas. No mais recente deles, adolescentes em uma instituição particular foram identificados enquanto trocavam mensagens de ódio e preconceito contra mulheres. Em meio ao debate sobre a responsabilidade de famílias e instituições de ensino, a especialista em educação Claudia Costin defende que o combate à intolerância deve começar ainda na educação infantil.
“É muito triste ver meninos, às vezes com 12, 11 anos, ofendendo, batendo em mulheres. E a gente começa a desconfiar que tem algo de errado. Seja no trabalho feito pelas escolas, seja no que ocorre dentro de casa nas famílias”, diz em entrevista ao Hora News desta terça-feira (24).

A presidente do Instituto Salto, que mapeia boas práticas para melhorar o acesso à educação no Brasil, destaca a necessidade de os pais se manterem atentos às atitudes projetadas nos filhos. “Muitos dos comportamentos que nós temos visto mais recentemente, muitos professores me reportam que vêm da família.”
Ainda que, sozinha, a educação fora de casa não seja capaz de solucionar o problema, Claudia menciona um instrumento criado para orientar os adultos: as escolas de paternalidade, que se propõem a preparar homens e mulheres para exercer os papéis de pais e mães. “É uma questão de muita responsabilidade educar as futuras gerações”, reforça.
Outra abordagem fundamental para lidar com o preconceito de gênero é fortalecer o papel de figuras masculinas positivas na criação dos meninos. Segundo a especialista, a recente ampliação da licença paternidade auxilia neste sentido, ao promover vínculo entre pais e filhos, enquanto diminui as diferenças de gênero no acesso ao mercado de trabalho. “Eu costumo dizer que a pauta mais ‘feminista’ que pode haver é a licença paternidade.”
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