Mulheres negras da classe C representam o maior grupo consumidor de livros do país
Em 2025, Brasil ganhou 3 milhões de novos leitores; redes sociais explicam aumento, segundo especialista
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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Qual é a relação que o Brasil tem com a leitura? Uma pesquisa realizada pela Câmara Brasileira do Livro com a Nielsen BookData revela que, só em 2025, o país ganhou cerca de 3 milhões de novos leitores. O levantamento, realizado com 16 mil pessoas, também mostra que 18% da população com mais de 18 anos comprou pelo menos um livro, impresso ou digital, no ano passado.
A fonte por trás desse crescimento, na análise feita pelo PhD em educação Rafael Parente, talvez venha de um aliado inesperado: as redes sociais, especialmente a comunidade BookToker. “Mais da metade dos compradores chegou às livrarias pelas redes sociais. [...] Temos reclamado muito da tela, das consequências negativas do uso dela [...], mas, ao mesmo tempo, elas também ajudam a criar a nova geração de leitores”.

“A tecnologia não é necessariamente inimiga do livro. [...] As telas estão aí, com essa questão dos algoritmos nas redes sociais, mas o que mais importa é o que conseguimos fazer com isso para aumentar o número de leitores. Vimos aí que, em apenas um ano, 3 milhões de brasileiros fizeram uma ótima escolha”, refletiu Parente no Conexão Record News desta sexta (27).
O especialista também aponta que, dentro desse número, o maior grupo de leitores é de mulheres negras da classe C, que ocupam aproximadamente 30% do resultado. “Acho que isso fala também um bocado para a gente sobre quem realmente sustenta a cultura no nosso país”, examina o especialista.
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Apesar dos avanços, a pesquisa revelou que, entre os entrevistados que não compraram livros, 35% culparam o preço, e outros 28%, a falta de livraria por perto. Parente reagiu a tais dados: “Infelizmente vimos um movimento muito grande de fechamento de livrarias. [...] Está cada vez mais difícil encontrar um lugar onde você possa comprar um livro”.
Ao mesmo tempo, ele chama atenção para o fato de que diversas empresas perdem possíveis clientes devido à pouca oferta dos produtos físicos, que têm recebido uma procura maior por parte dos jovens: “As pessoas estão se sentindo um pouco cansadas, inclusive as novas gerações, do excesso das tecnologias. [...] É essencial que a gente escreva e leia do papel”. Como o próprio especialista apontou, é preciso saber quando ou não usar a assistência da tecnologia.
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