Especialista alerta para riscos do mau uso da IA nas escolas: ‘Não se ensina e nem se aprende’
Arthur Igreja elogia regulamentação, mas enfatiza que é preciso monitorar os resultados
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Com os avanços tecnológicos realizados ao longo da década, o CNE (Conselho Nacional de Educação) vota nesta segunda-feira (13) a primeira regulamentação oficial para o uso de inteligência artificial no ensino brasileiro. O relatório promete criar um filtro ético e pedagógico na utilização da tecnologia e marca a entrada em uma nova era da educação.
Se aprovado, o relatório ainda precisa passar por uma consulta pública e, então, será votado em plenário pelo Conselho antes de seguir para a homologação final do MEC (Ministério da Educação). O especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja destaca a importância da medida, uma vez que o uso indevido da ferramenta pode prejudicar diretamente o aprendizado.
“Vou citar o pior dos mundos: um professor pede para uma inteligência artificial criar uma determinada tarefa. Do outro lado, o aluno usa uma IA para simplesmente cumpri-la. Por fim, o professor usa uma IA para corrigir. Então, a gente está traduzindo. Não se ensina e nem se aprende”, raciocinou Igreja durante o Conexão Record News desta segunda (13).
Durante a conversa, ele elogiou as medidas elaboradas que envolvem manter o papel de protagonismo do professor e a inserção de aulas práticas que mostram como utilizar a ferramenta no mercado de trabalho, os métodos para interagir com robôs e as maneiras para identificar conteúdos falsos criados por programas.
O especialista enxerga que as possibilidades da integração da tecnologia nas salas de aula são imensas, especialmente na individualização do ensino; porém, tal realidade precisa ser encarada de maneira séria e que reconheça a IA como um “terceiro ser” que habita a sala de aula.
Por esse mesmo motivo, o especialista demonstra insegurança com o fato de o projeto não discutir no momento a capacitação dos professores nem o monitoramento dos resultados: “Não adianta simplesmente ser uma carta de boas intenções e depois não monitorar os resultados. [...] Historicamente, no Brasil, temos essa dificuldade em aterrissar e entregar. Não é só com estádio em Copa do Mundo e monotrilho”.
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