Educação 'Não queremos inclusivismo', diz ministro sobre crianças deficientes

'Não queremos inclusivismo', diz ministro sobre crianças deficientes

Milton Ribeiro voltou a falar sobre a inclusão nas escolas em programa de rádio; STF faz audiência pública sobre o tema

  • Educação | Karla Dunder, do R7

Ministro da Educação Milton Ribeiro fala sobre inclusão de crianças deficientes

Ministro da Educação Milton Ribeiro fala sobre inclusão de crianças deficientes

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 10.08.2021

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, voltou a comentar a questão da inclusão de crianças especiais em escolas na manhã desta terça-feira (24), durante participação no programa Direto ao Ponto, da rádio Jovem Pan. O ministro afirmou que não quer o "inclusivismo" dessas crianças nas escolas.

Também nesta terça, o STF (Supremo Tribunal Federal) recebe representantes de 58 instituições para discutir a Política Nacional de Educação Especial, que entre outras medidas, sugere que crianças deficientes devem estudar em classes ou escolas especiais.

"O que eu falei e até me desculpei quando usei essa palavra 'atrapalhar', eu estava me referindo a 12% das crianças de escolas públicas que têm deficiência e tem um limite, um grau de deficiência mental que impede de ter, não o convívio social, mas o convívio dentro da sala de aula para que elas possam aprender", afirmou. 

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E completou: "O que nós queremos? Nós não queremos o 'inclusivismo', criticam essa minha terminologia, mas é essa mesmo que eu vou continuar a usar".

Ribeiro também defendeu que a Política Nacional de Educação Especial, debatida em audiência pública no STF, "dá a escola a possibilidade dos pais matricularem seus filhos em uma classe especial." O ministro observou que essas classes podem "ser forradas, inclusive as paredes, porque as vezes as crianças se debatem, uma realidade que muitos pais me encontram na rua e falam que estou certo."

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Com relação às crianças com Síndrome de Down, ele afirmou "que dependendo do grau, colocada ali dentro, ela socializa. Mas 12% não têm condições de conviver ali." 

Ribeiro concluiu que não é discriminatório nem excluente, mas que está preocupado com o aprendizado das outras crianças que estão na sala de aula. "Nem todas as professoras têm a capacitação necessária para cuidar de crianças com esse tipo de deficiência."

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