Prova da Fuvest foi a mais difícil dos últimos três anos, dizem professores
Tema da redação foi “Utopia”; questões exigiram bastante gramática e interdisciplinaridade
Educação|Do R7

Neste domingo (10), estudantes participaram do primeiro dia da 2ª fase do vestibular da Fuvest 2016. Foram aplicadas a prova de português e a redação. Devido ao tema da redação deste ano ser “Utopia”, professores ouvidos pelo R7 acreditam que a prova foi a mais difícil dos últimos três anos.
De acordo com o Celio Tasinafo, diretor pedagógico do Colégio Oficina do Estudante, a maior cobrança da prova foi gramática.
— A prova foi bastante exigente quanto ao conhecimento que aluno deve ter para responder as questões. Precisa conhecer gênero textual, diferenças entre tipos de linguagem e ter lido grande parte das obras obrigatórias.
Para o professor, a Fuvest deste ano teve um viés mais interdisciplinar com questões que poderiam aparecer nas provas dos próximos dias, que abrangem outras matérias.
— A prova de hoje já foi interdisciplinar. Na questão sobre o livro A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, por exemplo, abordou a antiguidade clássica da obra. E em Capitães de Areia, de Jorge Amado, perguntava-se sobre o espaço geográfico da cidade de Salvador (BA).
O professor Eduardo Calbucci, supervisor de português e redação do Anglo Vestibular achou as questões parecidas com as dos anos anteriores.
— As questões foram dentro do padrão. As primeiras foram de gramática e texto e as últimas, baseadas nos livros. Não dava para respondê-las apenas lendo os resumos.
A redação não surpreendeu Tasinafo porque a Fuvest já abordou temas assim. Porém, ele acredita que o aluno precisou construir uma argumentação mais elaborada, pois exigiu mais do que no ano passado.
— A proposta da redação era indicar quais utopias são válidas e necessárias ou que poderiam desencadear violência. Tem que ter um texto bem amarrado e não ficar naquelas de que pode ser bom aqui ou ali.
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Calbucci concorda com o colega.
— A redação deste ano foi certamente mais difícil, porque voltaram a fazer uma redação baseada em temas filosóficos ou abstratos. Nos últimos três anos, não foi assim.
O docente acredita que o aluno possa encontrar mais dificuldade neste modelo de prova.
— Conduzir um texto no nível da abstração é muito difícil. O aluno fica receoso para encontrar exemplos concretos para defender os argumentos. A coletânea de textos também era longa.
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