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São Paulo tem seis escolas estaduais ocupadas em protesto contra fechamentos de unidades

Jovens têm 24h para sair da Fernão Dias Paes por causa de ordem de desocupação do prédio

Educação|Do R7

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Protesto também continua em escola em Pinheiros, zona oeste
Protesto também continua em escola em Pinheiros, zona oeste

Ao menos seis escolas estaduais de São Paulo estão ocupadas em protesto contra a reorganização da rede de ensino e o fechamento de unidades no Estado.

A primeira ocupação começou no início da semana na Escola Estadual de Diadema. Na última terça-feira (10) foi a vez de alunos ocuparem o Centro Educacional Estadual Fernão Dias Paes, na avenida Pedroso de Moraes, em Pinheiros, zona oeste. Outras duas escolas foram ocupadas na manhã desta quinta-feira (12).


Jovens estão na Escola Estadual Presidente Salvador Allende Gossens, na rua Domingos Lisboa, em Itaquera, zona leste, e na Escola Estadual Valdomiro Silveira, no Jd. Silvana, em Santo André, na Grande SP. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo ainda não confirmou se todas as ocupações permanecem ativas.

A Polícia Militar recebeu um chamado às 5h30 sobre a ocupação e o protesto dos alunos que segue pacífico em Itaquera. Segundo informante, há cerca de 300 alunos no local. A escola que atende aos ensinos fundamental e médio será fechada.


Continua também a manifestação em frente ao Centro Educacional Estadual Fernão Dias Paes, na avenida Pedroso de Moraes, em Pinheiros, zona oeste da capital. A manifestação, que é contra a reestruturação escolar, começou por volta das 7h desta terça-feira, quando os estudantes trancaram os portões do colégio e ocuparam desde então o local. Porém, o Tribunal de Justiça de São Paulo já determinou a desocupação do local. Os estudantes têm um dia para sair da escola, ou serão retirados de lá à força.

De acordo com a decisão do juiz Luis Felipe Ferrari Bedendi, da 5ª Vara de Fazenda Pública, "o direito de manifestação do grupo extrapolou fronteiras, promovendo o sobrestamento das aulas, o que é inaceitável". Desta forma, ainda de acordo com o processo, se faz necessária a reintegração de posse. Caso não exista uma saída voluntária em um prazo de 24 horas, os manifestantes serão retirados coercitivamente.


Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que um rapaz foi contido após cruzar o perímetro de isolamento da área e um integrante do sindicato dos professores, nesta quarta-feira (11). Ele foi encaminhado para a delegacia para fazer um termo circunstanciado de desacato, resistência e lesão corporal.

Na noite de quarta-feira, o Secretário de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Suplicy, compareceu à escola e distribui água aos manifestantes que estavam no local. De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), uma faixa da esquerda permanece bloqueada. A Polícia Militar acompanha o grupo. Não há previsão do término desta manifestação.


Na tarde desta quinta-feira, as escolas estaduais Professora Heloisa de Assumpção, em Osasco, na Grande São Paulo, e Castro Alves, na região de Santana, zona norte da capital, foram ocupadas. Com a reorganização, a Heloisa de Assumpção terá apenas ensino médio. Já a Castro Alves, que tem cerca de 650 alunos, irá fechar e os estudantes serão transferidos para três escolas da região. 

Os alunos realizaram um protesto contra a reorganização na rede de ensino em frente à escola. Após o ato, os estudantes decidiram ocupar o prédio. Há cerca de 200 pessoas no local, entre alunos dos ensinos fundamental e médio, mães de estudantes e professores. Às 18h, está marcada uma assembleia, onde será decidido se os manifestantes passarão a noite no local.

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