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Queda de universidades brasileiras em ranking mundial é preocupante, diz especialista

Rafael Parente afirma ainda que a imprevisibilidade dos investimentos é pior que o baixo financiamento; entenda

Educação|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • 45 das 52 universidades brasileiras caíram no ranking mundial de 2026, segundo o Centro de Rankings Universitários Mundiais.
  • Rafael Parente destaca que a falta de planejamento e a instabilidade dos investimentos são mais prejudiciais que o baixo financiamento.
  • A China é citada como exemplo de sucesso devido ao investimento contínuo e planejamento estratégico em educação.
  • Há incertezas sobre se a queda no ranking é um fenômeno temporário ou uma tendência de deterioração contínua.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A queda no desempenho dos alunos do ensino superior e a falta de incentivo às pesquisas científicas, unidas à crescente competição global, fizeram com que 45 das 52 universidades brasileiras presentes na lista de melhores do mundo caíssem no ranking de 2026. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1º) pelo Centro de Rankings Universitários Mundiais.

A USP (Universidade de São Paulo) caiu uma posição e agora se encontra no 119º lugar. Ainda assim, o PhD em Educação Rafael Parente destaca que o posto é motivo de orgulho, uma vez que ela ainda marca uma presença ilustre na lista, mesmo com o baixo financiamento. Porém, no cenário geral, a queda no ranking acende sinal de alerta.

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USP caiu uma posição no ranking; ainda assim, especialista diz que é motivo de orgulho Reprodução/Record News - 20.02.2025

“Essa inclinação da curva de boa parte de um grupo grande das nossas universidades caindo nesse ranqueamento é de fato preocupante. E o que derruba a nossa pesquisa não é exatamente o foco das universidades, mas é um país que financia muito pouco; o Brasil financia pouco e de forma imprevisível ano após ano a pesquisa e o desenvolvimento”, afirmou o especialista ao Conexão Record News.

Ele aponta a instabilidade de investimento como um problema ainda maior que o baixo financiamento: “A gente não sabe, por exemplo, se os doutorandos que têm bolsa em 2026 continuam a tê-la em 2027. [...] A instabilidade talvez machuque mais do que o valor baixo, porque ela afeta as trajetórias formativas, a renovação geracional da ciência e desestimula esses jovens”.

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À procura de oportunidades melhores, os pesquisadores viajam a outros continentes, como a Ásia. A China, segundo Parente, é um exemplo internacional de educação devido ao bom manejo de recursos. “Eles não investem tanto por aluno por ano, mas o investimento é sustentado, contínuo e vem crescendo por duas décadas.” A chave para tais resultados foram anos de planejamento estratégico.

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“A gente precisa lembrar uma característica nossa que a gente precisa mudar urgentemente, que é justamente essa falta de planejamento a médio e longo prazo. [...] Temos que deixar de só ter governos que reagem, que apagam fogo [...] e passar a fazer planejamentos que sejam cumpridos”, aconselhou o PhD, que ainda tem dúvidas em relação às ramificações que os resultados do relatório indicam.

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“A gente não sabe dizer com certeza se foi um retrato de um período específico que passou no nosso país ou se é uma tendência que vai se intensificar e que, portanto, as nossas universidades vão continuar piorando anualmente”, finalizou.

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