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Sem garantia de aulas no segundo semestre, alunos da USP Leste fazem ato nesta segunda-feira  

Concentração está prevista para as 14h no vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo)

Educação|Do R7

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Alunos pedem resolução imediata dos problemas ambientais da Each
Alunos pedem resolução imediata dos problemas ambientais da Each

Em greve desde o dia 27 de maio, docentes, estudante e funcionários da USP (Universidade de São Paulo) marcaram para esta segunda-feira (30) um ato unificado em favor da resolução da crise ambiental na Each (Escola de Artes e Ciências Humanas), mais conhecida como USP Leste.

A concentração da manifestação está marcada para as 14h no vão do MASP (Museu de Arte de São Paulo), localizado na avenida Paulista, região central de São Paulo.


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Dentre as reivindicações dos manifestantes, estão: a resolução imediata dos problemas ambientais da Each, descobertos em meados de 2013; o retorno das aulas no campus da USP Leste, mediante solução dos problemas ambientais; a punição dos responsáveis pela contaminação ambiental e a garantia de que o segundo semestre de aulas da unidade se inicie com infraestrutura adequada.

O último ponto de reivindicação responde a uma carta encaminhada pela Comissão de Graduação da unidade a toda a comunidade no início do mês de junho.


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No documento, informa-se que, num primeiro momento, estudante da USP Leste não poderão se matricular em disciplinas a serem ministradas no segundo semestre deste ano. Para os alunos da unidade, as disciplinas em questão não estarão indisponíveis no sistema de matrículas da USP.


— A CG [Comissão de Graduação] entende que, na permanência da indefinição sobre o local em que se darão as operações da Each a partir do mês de agosto, é temerário dar início ao processo de matrículas do segundo semestre, diz trecho do texto.

Apenas uma disciplina simbólica, que não considera créditos de hora/aula, encontra-se disponível para que alunos da USP Leste se matriculem. Segundo a Comissão de Graduação, a intenção é que esses estudantes se inscrevam na nela para, ao menos, manter o vínculo com a universidade.

Preocupação 

Como as aulas deste semestre estão previstas para terminar no próximo dia 31, a situação preocupa estudantes e funcionários e professores.

— O nosso medo é que se as matrículas bloqueadas impeçam que aconteça vestibular na Each. Afinal, se não tivermos aulas no segundo semestre de 2014, teremos que repor aulas no primeiro semestre de 2015. Isso atrasada o curso e a grade de todos os estudantes da Each, dificultando novas matrículas, diz Ellen Flamboyant, estudante de Obstetrícia na unidade.

Segundo a aluna, a situação está alterando a estabilidade de muitos estudantes.

— Há alunos na USP Leste que se planejaram a vida inteira em função dos estudos na faculdade e de repente têm a ameaça de que a graduação pode acabar, comenta.

Uma funcionária da unidade que prefere não ser identifica alega que a reitoria da universidade ainda não apresentou lugares alternativos para que as aulas aconteçam no próximo semestre.

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— Para além das aulas, os contratos com a Unicid e com a Fatec [instituições onde alunos estão tendo aulas hoje] também terminam em julho e não sabemos para onde iremos depois disso. A reitoria diz que está procurando novo espaço, mas até agora não nos comunicou nada.

— Como não sabemos onde vamos trabalhar, já está se especulando indicativo de paralisação entre os funcionários, completa a funcionária.

No dia 15 de julho, o vice-reitor da USP, Vahan Agopyan, vai se encontrar com membros do comitê de mobilização da USP Leste para discutir a situação.

Contaminação histórica

Em meados de 2013, a CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) encaminhou à USP Leste um auto de infração, alegando negligência na coleta e no controle de gás metano (altamente inflamável a depender de sua concentração) no campus.

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O caso fez com que, no final daquele ano, a Justiça de São Paulo determinasse a interdição do campus da Each, alegando riscos à saúde de alunos, funcionários e docentes devido à contaminação do solo.

Estudantes, funcionários e docentes se viram obrigados a retomar as aulas do primeiro semestre de 2014 em unidades da Cidade Universitária, na região oeste de São Paulo, em um prédio a Unicid (Universidade da Cidade de São Paulo) e em outro da Fatec (Faculdade de Tecnologia), duas instituições localizadas no bairro de Itaquera, na zona leste da cidade. 

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