Unicamp cai em ranking das escolas da próxima geração
Falta de professores e de publicações em inglês são motivos da queda, segundo universidade
Educação|Do R7
A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é a única brasileira no ranking de 101 instituições com menos de 50 anos da THE (Times Higher Education), uma das principais referências na medição de qualidade do ensino superior. A universidade, porém, caiu em relação ao ano passado: de 28.ª para 37.ª. A lista foi divulgada na quarta-feira (30).
Como a avaliação se restringiu a instituições jovens, a USP (Universidade de São Paulo), fundada em 1934, e a maioria das federais de ponta ficam de fora. A Unesp (Universidade Estadual Paulista), de 1976, é candidata, mas não entrou. A intenção do ranking é mapear novas instituições com potencial de ser "Harvard ou Oxford da próxima geração", destaca a THE. Da América latina, a Unicamp é a única. A Coreia do Sul está no topo.
Desafios
A pró-reitora de Desenvolvimento Universitário da Unicamp, Teresa Atvars, disse que dois fatores pesaram na queda. Um é o recuo na proporção de professores em relação a alunos, motivada pela recente criação de uma especialização semipresencial com mais de quatro mil estudantes. Outro é a inserção de mais periódicos científicos brasileiros em bancos de dados internacionais.
— Parte desses, por serem em português, tem baixo índice de impacto e número baixo de citações.
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Já a Unesp creditou sua ausência à contratação de grande número de docentes nos últimos anos, ainda consolidando suas linhas de pesquisa. Para o especialista em análise de produção científica Rogério Meneghini, o principal desafio ainda é a internacionalização.
— A presença de professores estrangeiros e a colaboração em pesquisas de outros países, o que é fraco no Brasil, influenciam muito essas medições.













