Eleições BA: Candidatos ao governo apresentam propostas para melhorar a saúde
Os seis candidatos dizem o que querem fazer para solucionar o problema da área
Bahia|Do R7

Os candidatos ao governo da Bahia falaram ao R7 sobre as propostas para melhorar a saúde no Estado. As medidas passam por concursos públicos para profissionais da área, novos hospitais para o Estado, tempo de espera para realização de exames e cirurgias, melhoria dos salários e investimento na área de saúde no interior.
Veja as propostas dos candidatos:
Lídice da Matta (coligação “Um Novo Caminho para a Bahia”)
A candidata afirma que quer colocar o que já existe na saúde para funcionar. Para isso, Lídice propõe realizar concurso público e equipar os hospitais municipais que já existem, para que possam dar atendimento de urgência e emergência.
— Temos algumas UPA’S (Unidades de Pronto Atendimento), hospitais regionais, maternidades, e postos de saúde que funcionam precariamente porque às vezes falta remédio, falta médico, falta manutenção. Hoje, infelizmente, a ambulâncioterapia é a principal alternativa da população de muitos municípios do interior que não tem hospital próximo. Às vezes tem de percorrer 300 quilômetros ou mais para chegar num hospital, que muitas vezes não tem vaga.
A meta da candidata é construir quatro hospitais regionais no interior do Estado (Ilhéus-Itabuna, Santa Maria da Vitória, Brumado e Alagoinhas), concluir o de Seabra, ampliar e tornar regionais os hospitais de Jacobina e Senhor do Bonfim.
— É uma prioridade nossa trazer para a Bahia o programa Mãe Coruja, que reduziu a mortalidade infantil em Pernambuco em 50% em sete anos. Vamos acompanhar as mulheres gestantes desde o pré-natal, garantindo a vaga na maternidade, com acompanhamento da saúde da mãe e da criança até os cinco anos de idade, com creche e com inserção profissional da mãe.
Marcos Mendes (PSOL)
O candidato propõe do pagamento da URV (Unidade Real de Valor) dos servidores da saúde; auditoria das privatizações através das PPPs (Parcerias Público-Privada), organizações sociais e Terceirizações e a desprivatização do SUS (Sistema Único de Saúde).
— No nosso governo o SUS será público, gratuito, racional, hierarquizado e de qualidade.
Marcos Mendes defende a carreira de Estado para os profissionais da saúde pública para atendimento exclusivo no SUS; metas de no máximo um mês para cirurgias de alta complexidade, quinze dias para cirurgias de média complexidade, uma semana para consultas e realização de exames; parceria com os municípios do Estado para estruturar a saúde básica equipando, humanizando e fiscalizando os PSF´s (Programa de Saúde da Família).
O candidato quer fazer concurso público para todos os profissionais de saúde para humanizar os Hospitais Regionais e de Média Complexidade; reestruturação física e com equipamentos, de todos os Hospitais Regionais e de Média Complexidade; informatização, através de intranet, interligando os PSF´s, Hospitais de média Complexidade e Hospitais Regionais; garantia do acesso aos medicamentos tanto em nível de atenção básica quanto os de atenção especializada, ou seja, de alto custo.
Paulo Souto (coligação “Unidos pela Bahia”)
O candidato propõe contratar vagas no setor privado, atenuando o problema existente com as internações, cirurgias e exames, até que a rede estadual seja reorganizada. Paulo Souto quer requalificar o serviço de acesso à assistência através da elaboração de protocolos médicos, do fortalecimento dos processos regulatórios.
— O sistema de regulação dos atendimentos públicos de saúde é, hoje, amaldiçoado por todos os baianos que tiveram o desprazer de conhecê-lo. A central de regulação do governo do PT funciona como uma loteria, ficando o povo à mercê da sorte para saber se morre ou se vive. E isso tem que acabar.
A meta do candidato é construir cinco novos hospitais regionais em localidades com gargalos assistenciais, requalificar as regionais de saúde, aumentando a qualidade dos serviços prestados à população e a fortalecer a rede de serviço.
— Outra medida importante para melhorar o atendimento público de saúde é estabelecer um tempo máximo para a realização de exames e cirurgias, o que pretendo fazer já no segundo ano de governo, se eleito. Temos que acabar com esse desrespeito de a pessoa ficar com uma requisição nas mãos sem saber o que fazer com ela por seis meses. Quando o sujeito for num posto de saúde, ele vai saber qual o tempo máximo que levará para realizar determinados tipos de exames e cirurgias.
Renata Mallet (PSTU)
A candidata defende o investimento de 5% do PIB estadual na saúde, o fim das terceirizações, fundações e PPPs (Parcerias Público-Privada).
— Acredito que o principal problema da saúde na Bahia é a combinação entre a falta de investimento público somada a privatização. A saúde é um dever do Estado e o que temos visto é que desde a época do carlismo e agora com Wagner os governos tem secundarizado essa questão. O investimento da Bahia em saúde pública é de apenas R$300,00 ao ano por pessoa, muito abaixo da média nacional que é de R$1.100,00 e para completar boa parte desse dinheiro é repassado para iniciativa privada. Como governadora vou inverter essa lógica.
Além disso, a candidata quer realizar concurso público para a saúde. O salário dos profissionais é outra questão que Renata Mallet quer melhorar.
— Precisamos de concurso público já, salário digno para os servidores e um plano de carreira que valorize o profissional de saúde.
Rogério Tadeu Da Luz (Coligação "Por Uma Bahia Livre e Justa")
O candidato propõe construir oito grandes hospitais regionais, postos de saúde com médicos, remédios e equipados.
— Vamos reduzir de 32 para dez secretarias eliminando todos os cargos de indicação política. Por exemplo, somente o dinheiro gasto com a Casa Civil e a Serin (Secretaria de Relações Institucionais do Estado), duas secretarias que nada produzem a população, daria para ter construído 28 hospitais em oito anos deste governo. O orçamento de 2014 é de R$ 36 bilhões, mas se investe apenas 1 bilhão na saúde, mais 300 milhões que vem do governo Federal. Com o corte de gastos, fim das mordomias como palácio e helicóptero, vamos economizar pelo menos uns 30%, em torno de R$ 10 bilhões, ai poderemos triplicar os gastos na Saúde.
Uma das metas do candidato é "valorizar os funcionários públicos de todas as áreas, principalmente da Saúde".
— Um médico do SUS (Sistema Único de Saúde) ganha R$ 2,85 por consulta. Como ele pode prestar um serviço de qualidade? Profissionais da Saúde com plano de carreira e valorizado iremos atrair mais médicos, incluindo o interior do Estado.
Da Luz quer criar também o Cartão da Saúde da Família, onde a população poderá ser atendida também nos hospitais, clinicas e laboratórios particulares para casos de emergência.
— Com isso resolvemos os problemas dos hospitais particulares que estão passando por dificuldades e também da população que precisa do serviço médico hospitalar.
Rui Costa (coligação “Pra Bahia Mudar Mais”)
O candidato quer criar e fortalecer uma rede de atendimento regionalizada na Bahia: a rede Saúde para Todos e assim garantir o acesso aos serviços de saúde na capital e no interior. O objetivo é trabalhar em parceria com os municípios, entidades filantrópicas, universidades e iniciativa privada, para dar atendimento à clientela do SUS (Sistema único de Saúde).
— Quase 20 anos após a implantação do SUS, ainda no ano de 2007, a Bahia tinha os piores indicadores de saúde da Região Nordeste, com cobertura assistencial das mais baixas do País. Toda a baixa oferta especializada concentrada na capital, falta de leitos em hospitais de referência, falhas no quadro de servidores, sem concursos, além das relações precárias de trabalho na saúde.
A intenção do candidato é que com o atendimento nas diversas especialidades médicas mais perto de casa, os pacientes do interior não precisem viajar para os grandes centros.
— Ser atendido perto de casa significa ter pessoas da família ao lado, mais conforto e apoio na hora difícil. Também pretendo ampliar e estruturar a rede hospitalar pública. E isso inclui sete novos hospitais e conclusão das reformas e construções em andamento.
