Cogitado para vice de Marina, Rollemberg diz que fica na disputa pelo GDF
Expectativa no partido é que Marina entre no lugar de Eduardo Campos na corrida presidencial
Distrito Federal|Myrcia Hessen, do R7

Lideranças do PSB têm cogitado o nome do senador Rodrigo Rollemberg (DF) como possível candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva, natural substituta de Eduardo Campos, que morreu em um acidente aéreo na última quarta-feira (13). Atualmente, Rollemberg é um dos seis candidatos ao governo do DF, mas, segundo fontes internas do partido, ele é um dos poucos com as características desejáveis para entrar na corrida eleitoral com Marina: militância orgânica, confiança e boa relação com a candidata.
— Como reúno todas essas características, disseram que podia ser eu, relatou o próprio Rodrigo Rollemberg.
O candidato se diz muito envolvido com o pleito em Brasília e acredita que tem chances reais de vencer as eleições na capital federal e se tornar governador. Segundo ele, o próprio Eduardo Campos chegou a contar com sua vitória quando soube da impugnação da candidatura de seu principal concorrente, José Roberto Arruda (PR).
— Eu fico honrado [por ser cogitado como vice de Marina Silva], mas eu sou candidato ao governo do DF. São só especulações dentro do partido, mas, se o convite fosse feito, eu ponderaria todas essas coisas. É importante ter candidatura competitiva, com chance de vitória, aqui em Brasília.
Para o especialista em estudos políticos e sociais Octaciano Nogueira, a morte de Eduardo Campos não beneficia e nem tampouco atrapalha a candidatura de Rodrigo Rollemberg ao governo do Distrito Federal.
— Acho que não vai acontecer nada [com Rodrigo Rollemberg]. Mesmo sendo do mesmo partido, Eduardo Campos era de Pernambuco, lá ele tinha eleitorado. Além disso, a Marina Silva já o substituiu, já tomou o lugar dele. Brasília não tem porque se meter.
Questionado se Rollemberg precisa tomar cuidado com o tom emocional na campanha ao GDF após a morte do colega de partido, Octaciano diz que não, já que o impacto da queda de um avião em São Paulo – mesmo com Eduardo Campos a bordo – tem o mesmo impacto no eleitorado do Distrito Federal quanto qualquer outro acidente dessa natureza.
— [O uso da imagem de Campos] pode acontecer, não há quem impeça. Mas, não terá impacto maior [nas eleições] do que teria qualquer outro acidente dessa natureza. Evidentemente que todo mundo lamenta, declara sua solidariedade, mas o PSB que vai resolver isso. Porém, não há o que mudar: ele morreu. O eleitorado de Brasília só vai lastimar, mais do que lástima não tem. [Eduardo Campos] não tinha raízes aqui.
Tragédia
Eduardo Campos morreu na manhã da última quarta-feira (13) aos 49 anos, na cidade de Santos, onde caiu o avião em que viajava. Candidato à Presidência pelo PSB, Campos ia de avião do Rio de Janeiro para o Guarujá, em São Paulo, onde teria agenda pública de campanha.
O jato Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, em que ele viajava, caiu na cidade de Santos por volta das 10h.
