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Eleições 2014

Cogitado para vice de Marina, Rollemberg diz que fica na disputa pelo GDF

Expectativa no partido é que Marina entre no lugar de Eduardo Campos na corrida presidencial

Distrito Federal|Myrcia Hessen, do R7

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Senador Rodrigo Rollemberg se diz honrado, mas garante que não pretende deixar as eleições em Brasília
Senador Rodrigo Rollemberg se diz honrado, mas garante que não pretende deixar as eleições em Brasília

Lideranças do PSB têm cogitado o nome do senador Rodrigo Rollemberg (DF) como possível candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva, natural substituta de Eduardo Campos, que morreu em um acidente aéreo na última quarta-feira (13). Atualmente, Rollemberg é um dos seis candidatos ao governo do DF, mas, segundo fontes internas do partido, ele é um dos poucos com as características desejáveis para entrar na corrida eleitoral com Marina: militância orgânica, confiança e boa relação com a candidata.

— Como reúno todas essas características, disseram que podia ser eu, relatou o próprio Rodrigo Rollemberg.


O candidato se diz muito envolvido com o pleito em Brasília e acredita que tem chances reais de vencer as eleições na capital federal e se tornar governador. Segundo ele, o próprio Eduardo Campos chegou a contar com sua vitória quando soube da impugnação da candidatura de seu principal concorrente, José Roberto Arruda (PR).

— Eu fico honrado [por ser cogitado como vice de Marina Silva], mas eu sou candidato ao governo do DF. São só especulações dentro do partido, mas, se o convite fosse feito, eu ponderaria todas essas coisas. É importante ter candidatura competitiva, com chance de vitória, aqui em Brasília.


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Para o especialista em estudos políticos e sociais Octaciano Nogueira, a morte de Eduardo Campos não beneficia e nem tampouco atrapalha a candidatura de Rodrigo Rollemberg ao governo do Distrito Federal.


— Acho que não vai acontecer nada [com Rodrigo Rollemberg]. Mesmo sendo do mesmo partido, Eduardo Campos era de Pernambuco, lá ele tinha eleitorado. Além disso, a Marina Silva já o substituiu, já tomou o lugar dele. Brasília não tem porque se meter.

Questionado se Rollemberg precisa tomar cuidado com o tom emocional na campanha ao GDF após a morte do colega de partido, Octaciano diz que não, já que o impacto da queda de um avião em São Paulo – mesmo com Eduardo Campos a bordo – tem o mesmo impacto no eleitorado do Distrito Federal quanto qualquer outro acidente dessa natureza.


— [O uso da imagem de Campos] pode acontecer, não há quem impeça. Mas, não terá impacto maior [nas eleições] do que teria qualquer outro acidente dessa natureza. Evidentemente que todo mundo lamenta, declara sua solidariedade, mas o PSB que vai resolver isso. Porém, não há o que mudar: ele morreu. O eleitorado de Brasília só vai lastimar, mais do que lástima não tem. [Eduardo Campos] não tinha raízes aqui.

Tragédia

Eduardo Campos morreu na manhã da última quarta-feira (13) aos 49 anos, na cidade de Santos, onde caiu o avião em que viajava. Candidato à Presidência pelo PSB, Campos ia de avião do Rio de Janeiro para o Guarujá, em São Paulo, onde teria agenda pública de campanha.

O jato Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, em que ele viajava, caiu na cidade de Santos por volta das 10h.

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