Campeão de votos e ficha suja, Cássio Cunha Lima tenta vaga de governador da Paraíba pela 3ª vez

Candidato tucano foi cassado por crimes eleitorais e teve de deixar o posto em 2009

Cunha Lima foi o senador mais votado da história da Paraíba em 2010

Cunha Lima foi o senador mais votado da história da Paraíba em 2010

Reprodução/Facebook

O senador mais votado da história da Paraíba em 2010 com 1.004.183 votos, Cássio Cunha Lima (PSDB) vai disputar uma vaga para o governo do Estado com Ricardo Coutinho (PSB). 

Caso eleito, Cunha Lima será alçado ao posto de governador do Estado pela tericera vez em sua trajetória política. Ele ocupou o cargo entre 2003 e 2009.

Formado em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), iniciou sua trajetória política como representante dos estudantes secundaristas na luta pela anistia. Foi diretor do Centro Acadêmico de Direito da UFPB e presidente do Centro Acadêmico de Direito Sobral Pinto.

Em 1986, com 23 anos, foi um dos mais jovens deputados constituintes do País. É autor do dispositivo que possibilita a gratuidade para os maiores de 65 anos em ônibus coletivos e também da ação que equiparou o salário do aposentado da zona rural ao aposentado da zona urbana.

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Em 1988, foi eleito prefeito de Campina grande, cargo que voltaria a ocupar em 1996. Em 1992, renunciou ao mandato de prefeito para ser superintendente da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), de 1992 a 1994. Antes de voltar à Prefeitura, em 1995, garantiu um mandato na Câmara dos Deputados e chegou a ser líder do PMDB na Casa.

No ano 2000, se elege prefeito de Campina Grande pela 3ª vez, com 122.718 votos, o equivalente a 71,35% dos votos. Em 2001, desfilia-se do PMDB e ingressa no PSDB.

Em 2002, renuncia ao cargo para candidatar-se ao governo da Paraíba pelo PSDB, sendo eleito em segundo turno com 51,35% dos votos. Em 2006 se reelege derrotando no segundo turno o então senador e ex-governador José Maranhão do PMDB.

Em 2007, é cassado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da Paraíba por suposto uso de um programa social em benefício de sua candidatura à reeleição. Dois dias depois, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) concede liminar que lhe garante no cargo de governador até o final do processo.

No fim daquele ano, Cássio é novamente cassado pelo TRE por suposto uso eleitoreiro do Jornal estatal "A União" também durante a campanha. Através de uma nova liminar, consegue permanecer no cargo.

Em 2008 sua cassação é confirmada no TSE. Apesar disso, consegue uma nova medida cautelar, por cinco votos a dois, tendo assim tem o direito de ficar no poder até que saia o resultado final do processo.

Após julgamento de embargos impetrados ainda em 2008, tem seu mandato cassado em definitivo no dia 17 de fevereiro de 2009, assumindo em seu lugar o candidato derrotado por ele nas eleições de 2006, o ex-senador José Maranhão.

Em 2010 elege-se senador. Apesar disso, tem o seu registro de candidatura negado pelo TRE e pelo TSE com base na Lei Ficha Limpa, ficando impossibilitado de assumir o cargo de imediato.

Em 23 de março de 2011, com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de não retroagir a Lei Ficha Limpa, definindo que ela só valeria, a partir das eleições municipais de 2012, assume sua vaga no Senado Federal.