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Eleições 2014

Candidatos ao governo do Rio, Pezão, Garotinho e Lindberg devem explicações à Justiça

Dos principais candidatos, apenas Crivella não responde a processos

Rio de Janeiro|Do R7

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Crivella e Garotinho estão tecnicamente empatados nas pesquisas
Crivella e Garotinho estão tecnicamente empatados nas pesquisas

Três dos principais candidatos ao governo do Rio devem satisfações à Justiça. Anthony Garotinho (PR) e Luiz Fernando Pezão PMDB) respondem a 12 processos, a maioria por improbidade administrativa. O nome do senador Lindberg Farias (PT) está envolvido em ao menos dez inquéritos no STF (Superior Tribunal Federal), assim como o de Garotinho. De acordo com levantamento feito pelo jornal O Globo, o senador Marcelo Crivella (PRB), ex-ministra da Pesca e Aquicultura, é o único sem processos. Crivella figura entre os favoritos ao cargo nas pesquisas de intenção de votos.

Ex-prefeito de Piraí, entre 1997 e 2005, Pezão foi condenado em julho do ano passado em um dos processos referentes à época em que comandou o Executivo da cidade fluminense. Ele recorreu.


Cinco processos se referem a compras de ambulâncias para o município, de 2000 a 2004. O MPF (Ministério Público Federal) acredita em superfaturamento na aquisição dos veículos. A assessoria do governador afirmou que não há provas de que Pezão tenha se beneficiado neste período.

Entre o Tribunal de Justiça do Rio e o STF, o ex-governador Garotinho é réu em processos por dano ao Erário e improbidade, um por corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de bens, e duas ações civis públicas, uma por dano moral e outra por improbidade administrativa. Em 2010, ele chegou a ser condenado a mais de dois anos de prisão por formação de quadrilha. A pena foi convertida em prestação de serviços. Garotinho também recorreu. A defesa dele considerou a acusação “frágil”.


A passagem de Lindberg pela prefeitura de Nova Iguaçu também deixou rastros a serem investigados. Ele responde a dez inquéritos no STF, a maioria referente ao período em que esteve no comando da cidade da Baixada Fluminense.

O petista responde por crimes em licitações para a contratação de empresas prestadoras de serviços e execuções de obras, corrupção passiva e emprego irregular de verbas públicas, além de crimes contra o sistema financeiro e peculato. Um dos inquéritos apura indícios de fraude em licitação de uma construtora contratada para obras de saneamento. O valor chegaria a R$ 5,9 milhões. Segundo a defesa do senador, a quantidade de inquéritos é por conta de disputas políticas.

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