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Eleições 2014

Eleições RJ: candidatos querem manter UPPs, mas divergem sobre expansão e condução do programa

Candidatos falam o que pretendem fazer para melhorar a segurança no Estado

Rio de Janeiro|Rodrigo Teixeira, do R7

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Segurança: candidatos ao governo do Rio apresentam suas propostas
Segurança: candidatos ao governo do Rio apresentam suas propostas Montagem R7 - Divulgação

Quando o assunto é segurança pública, os candidatos ao governo do Rio de Janeiro dizem que pretendem manter a política de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Entretanto, os postulantes divergem quanto à condução do programa. A exceção quanto às UPPs está na proposta da candidata do PSTU, Dayse Oliveira quer o fim imediato do programa.

A pedido do R7, os candidatos falaram sobre propostas para melhorar a segurança no Estado. Veja a seguir:


Anthony Garotinho (PR)

O candidato disse que vai investir em policiamento ostensivo, criar o Batalhão de Defesa Social e melhorar o treinamento e polícia.


— Vou implantar o Batalhão de Defesa Social, as unidades da PM em todo o Estado passarão a contar com representação da Defensoria Pública, com assistentes sociais e ainda com postos do Sine (Sistema Nacional de Emprego). Investir no fortalecimento da polícia técnica e no treinamento dos policiais militares. E aumentar o efetivo de rua da PM.

O candidato afirmou que vai rever a política das UPPs.


— As UPPs, do jeito que estão hoje, são um programa incompleto. Porque este programa não prende o bandido. A UPP chega em determinada comunidade e expulsa os bandidos para outros lugares. Ou seja, a UPP exporta os bandidos para outras regiões.

Dayse Oliveira (PSTU)


A candidata disse que vai lutar pela legalização das drogas, com o controle do Estado, para acabar com tráfico e a violência. 

— O tráfico de drogas segue funcionando a pleno vapor nas áreas com UPP. Legalizar não significa impulsionar o consumo, pelo contrário, pressupõe campanhas de informação sobre os efeitos nocivos e controle do uso por parte do Estado. Por isso, é imprescindível que o Estado monopolize a produção e a distribuição destas substâncias.

Deyse criticou o atual formato das UPPs e defende o fim imediato do programa.

— Após cinco anos de UPP, a população percebe que não há nada de paz nas favelas cariocas. Na verdade, a UPP apenas significou a substituição da violência e opressão do tráfico ou da milícia pela da polícia. A Polícia Militar detém todos os poderes dentro da área determinada. São verdadeiros Estados de exceção em pleno Estado democrático de direito.

Lindberg Farias (PT)

O candidato quer consolidar as UPPs existentes investindo em educação nas comunidades e qualificando a PM.

— Política de segurança não é só UPP. É um erro achar que só ocupação policial resolve o problema. Precisamos urgentemente fazer duas ações para consolidar as UPPs: ocupar as comunidades com escolas em horário integral e ações sociais, de lazer e cultura. E ainda fazer a reforma da polícia, para que o povo trabalhador da área pacificada seja respeitado.

Lindberg diz ainda que vai reforçar os batalhões dos bairros e cidades, além de garantir policiamento ostensivo.

— É preciso reforçar os batalhões, equipar as delegacias e devolver à Polícia Civil a capacidade de investigar. A polícia da baixada precisa ter o mesmo nível de equipamento que a polícia das áreas mais ricas do Rio. Não é justo ter um policial para cada 150 habitantes nos bairros na zona sul do Rio de Janeiro e apenas um para cada 1.600 na Baixada Fluminense.

Luiz Fernando Pezão (PMDB)

Pezão promete consolidar, ampliar e melhorar as UPPs.

— O projeto das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) é um dos principais pilares do nosso plano de governo. As unidades já beneficiaram mais de 1,5 milhão de pessoas. Vamos dar continuidade à implementação de novas unidades e aperfeiçoar as existentes. A meta é instalar 50 novas UPPs por toda a região metropolitana, chegando a 90 até 2018 em todo Estado.

O candidato pretende construir três novos batalhões de polícia.

— Vamos construir três novos batalhões: em Itaguaí, em Nova Iguaçu e na Região dos Lagos. Quando assumimos, eram 37 mil policiais, hoje são 49 mil e vamos chegar a 60 mil, com prioridade na formação, aperfeiçoamento e valorização dos policiais civis e militares.

Marcelo Crivella (PRB)

O candidato quer ampliar o projeto das UPPs, integrando segurança e políticas sociais.

— No meu governo, a política de segurança pública será prioridade. O programa das UPPs deve ser transformado em política de Estado, integrando segurança e políticas sociais. Com a Escola de Polícia Pacificadora, aperfeiçoaremos a qualificação dos policiais, melhorando a segurança pública como um todo.

Crivella quer mais polícia na baixada, São Gonçalo e no interior do Rio.

— Vamos investir em um aumento real do policiamento ostensivo na Baixada Fluminense e São Gonçalo. Está prevista a contratação de 6.000 policiais militares. Vamos distribuir esses policiais pelos bairros e cidades onde realmente existe a necessidade de policiamento. Serão distribuídos onde o crime aumentou e as pessoas não veem os policiais nas ruas.

Ney Nunes (PCB)

O candidato foi procurado pelo R7, mas não enviou as propostas até a publicação desta reportagem.

Tarcísio Motta (PSOL)

O candidato deseja criar um novo modelo de polícia que respeite os direitos dos cidadãos.

— Vamos abolir a política de ocupação e gestão militar de favelas, tratando as favelas e bairros populares como os demais territórios do Estado, respeitando a diversidade e a história de cada região.

O candidato quer valorizar os servidores da segurança.

— Valorizar os servidores da segurança pública, garantindo um plano de cargos e salários dignos, melhores condições de trabalho e o fim da diferenciação salarial dos servidores segundo grupos para operações e unidades especiais.

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