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Eleições 2014

“O que mais desautoriza um governador é a violência de sua polícia”, diz Crivella

Candidato do PRB ao governo do RJ criticou ação da polícia fluminense durante sabatina

Rio de Janeiro|Do R7

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Crivella deixa a sede do jornal após a sabatina
Crivella deixa a sede do jornal após a sabatina

O candidato do PRB ao governo do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, criticou nesta quarta-feira (15) a segurança do Estado, atualmente governado pelo seu adversário no segundo turno, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Durante sabatina do jornal O Globo, o senador prometeu instalar câmeras nas ruas e também na farda dos oficiais, propôs aumentar o efetivo policial, disse que a política das UPPs vem registrando “atrasos”, além de condenar a violência da polícia fluminense.

“O que mais desautoriza um governador é a violência de sua policia. É quando a sua policia mata um cidadão de bem e depois não sabe onde [ele] foi parar. Eu não vou permitir isso”, disse Crivella, em referência ao sumiço ainda não explicado do ajudante de pedreiro Amarildo, que completou um ano e três meses nesta semana.


— Deus há de me guardar para que isso não ocorra no meu governo.

De acordo com o senador, “os dados mostram que há muitas pessoas violentas” na polícia e que, em razão disso, é preciso fazer uma requalificação dos quadros, com instruções sobre sociologia, Direitos Humanos, origem das favelas, entre outros temas.


—Para que [os oficiais] tenham visão completa do que é nosso Estado e para que seja acima de tudo uma polícia cidadã.

Crivella criticou ainda a condução das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras), definida por ele como a “melhor solução” apresentada ao Estado para a segurança pública, mas que “foi um atraso” no atual governo.


— Não se atacaram os paióis [dentro das favelas]. Não mostraram aos policiais como poderiam agir. Não se infiltrou na população, apenas se colocou um contêiner e um grupo de heróis que ali ficaram.

Para o candidato, faltaram políticas sociais para acompanhar a entrada de policiais por meio das UPPs.


— No Morro do Alemão acho que a gente fez tudo certo, mas faltou entrar com o [programa] Cimento Social e Zona Franca Social. Mas no Tuiuti falta tudo, só o ar condicionado funciona. O micro-ondas foi comprado por um soldado. Como o policial pode ser valorizado assim? Tem que aprimorar.

Ao ser questionado sobre a violência policial em manifestações de rua, como se viu no Estado nos últimos dois anos, o candidato do PRB afirmou que, se eleito, vai alterar medidas de segurança para impedir “exageros”. Entre as soluções estaria a instalação de “microcâmeras nos capacetes e uniformes, de tal maneira que o policial q vai para o confronto tenha sua ação filmada”.

— Acho que vamos acabar com os exageros.

Outros temas

Ao comentar as denúncias de corrupção na Petrobras, Crivella pediu que o doleiro Alberto Youssef “consiga a delação premiada para que as contas apareçam”.

— Aí vamos conseguir elucidar esse enigma, e vamos ver que a Dilma não tem nada a ver com isso. Em todos os lugares tem bons e maus, na igreja, nos partidos políticos, aqui no Globo. Eu e Dilma estamos torcendo para que esses culpados saiam logo [do anonimato].

Ao ser questionado se faria parceira com o presidenciável Aécio Neves (PSDB), já que seu partido é da base do governo petista, o senador afirmou que é “o padrinho dessa parceria” entre o governo do Rio de Janeiro e o governo federal, que trouxe tantos benefícios para o Estado, e que continuará fazendo essas parceiras.

“Se eu fiz essa parceria em beneficio do meu Estado, contra o meu partido naquela época, então por que não faria com Aécio? Vou fazer sim”, disse o candidato, que apoia a reeleição da presidente Dilma.

Ao falar sobre os apoios que recebeu no segundo turno — dos candidatos derrotados Lindbergh Farias (PT) e Anthony Garotinho (PR) —, Crivella disse que não fez um acordo em trocas de cargos na administração estadual.

— Não me pediram [cargos], o único que me pediram era para derrotar o Pezão. Não me pediram. Não se pode confundir apoio com aliança. A gente sempre precisa de apoio.

Crivella admitiu, no entanto, que aceitaria indicações políticas para cargos no governo, mas “desde que sejam quadros técnicos, e que sejam aplaudidos por todos”.

— Mas a demissão fica por minha conta. Se não cumprir metas, se não tiver probidade.

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