Visita de Dilma na Maré tem tumulto, imprensa ameaçada e pedrada em segurança da presidente
Presidente e candidata à reeleição precisou interromper coletiva no Rio de Janeiro
Rio de Janeiro|Rodrigo Teixeira, do R7, no Rio de Janeiro

Um grupo de aproximadamente cem crianças e adolescentes invadiu um dos compromissos de agenda da presidente candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, que visitava, na tarde desta sexta-feira (12), o Complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro.
Os jovens que invadiram o local onde Dilma conversava com jornalistas chegaram a enfrentar os seguranças da presidente. A saída da candidata do local foi tumultuada e um dos guarda-costas de Dilma foi atingido por uma pedrada na cabeça.
Após a reportagem do R7 presenciar o atendimento ao guarda-costas ferido, um grupo de adolescentes tentou intimidar a equipe de jornalistas. O carro do portal foi cercado por menores de idade, que deram tapas no vidro e fizeram provocações e ameaças. Perto da saída da Maré, um homem que estava em uma bicicleta fez sinais de uma facção criminosa.
Dilma estende permanência do Exército na Maré e lamenta morte de comandante de UPP
A presidente assinou um documento de permanência das Forças Armadas naquele conjunto de favelas até dezembro deste ano. Depois da assinatura, Dilma lamentou a morte do comandante da UPP Nova Brasília, Uanderson Manoel da Silva, durante um tiroteio no Complexo do Alemão, também na zona norte do Rio, no fim da tarde de quinta-feira (12).
— Não podemos deixar que essa morte seja em vão. A morte dele nunca será esquecida. Vamos continuar e não desistir dessa política de enfrentamento pela paz. Quero que todos os homens que morreram em busca pela paz não sejam esquecidos. Não vou citar o nome de ninguém. Mas quero homenagear a todos. Manifestar o meu imenso pesar por todos que morreram nessa guerra.
Estiveram com Dilma na Maré o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o ministro da Defesa, Celso Amorim. A presidente comentou ainda que irá levar modelos de segurança aplicados no Rio para outros Estados:
— O que renovamos aqui hoje foi adotado em outros estados e tenho muito orgulho desse nível de integração. Isso possibilitou a criação de doze centros de comando e controle também nas doze cidades-sede da Copa do Mundo. Hoje eu acredito que conseguimos replicar o modelo realizado no Rio. Os 27 Estados vão ter um centro de comando e controle, que integra todas as forças de segurança em um mesmo local. Vamos combater o tráfico e o tráfego de droga, e não podemos agir sem integrar com os Estados.
Pezão afirmou que a permanência do Exército na Maré permitirá que o Rio de Janeiro reforce a segurança em outras áreas do Rio.
— A renovação desse contrato até dezembro vai garantir que nós tenhamos um aumento no policiamento da região metropolitana. Essa integração do governo estadual com o federal é fundamental, das Forças Armadas com a nossa segurança pública do Estado. Sem essa integração nada do que foi realizado poderia ser feito.
Paes também elogiou a integração entre município, Estado e governo federal.
— Ninguém fez pelo Rio mais que essa parceria. A Maré é uma cidade dentro de outra cidade, são 100 mil pessoas aqui. Só é possível com a parceria entre as três esferas de governo como estamos fazendo. Nesse momento político atual, as forças do mal se assanham. E nosso desafio é continuar um trabalho de pacificação, que está dando certo na área da segurança, para garantir que serviços cheguem a esses locais.
Assista ao vídeo sobre a morte do comandante Uanderson Manoel da Silva:
