“Vou apoiar a presidenta Dilma até onde o PT deixar”, diz Pezão
Candidato à reeleição, governador do Rio diz que seria erro cancelar concessão do Maracanã
Rio de Janeiro|Do R7

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), tem o apoio dos partidos de cinco candidatos a presidente em sua chapa nas eleições deste ano, mas promete apoiar a candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff “até onde o PT quiser e deixar”. Isso apesar de o PT ter candidato próprio no Rio, o senador Lindberg Farias.
— Meu partido é o Rio de Janeiro e a presidenta Dilma nos ajudou muito. Tudo que for bom para o Rio de Janeiro eu vou apoiar e me relacionar. Você não me vê, na campanha, falando mal dos outros. Nunca vão me ver pendurado em blog falando da vida dos outros.
Pezão falou durante sabatina promovida pelo SBT com o portal UOL e a Folha de S.Paulo. Questionado sobre segurança, Pezão disse que, se reeleito, não “pretende retroceder um milímetro na política de pacificação” implantada durante o governo de Sérgio Cabral.
— Vamos continuar investindo. Foi o segredo de nosso sucesso. Foi isso que permitiu que as crianças aumentassem sua presença em 70% nas comunidades pacificadas. Antes, a polícia enfrentava o traficante e ia embora. Hoje, ela fica lá. Estamos cercando cada vez mais. São 10 mil policiais em comunidades pacificadas, e, em 31 de agosto, vamos fazer concurso para mais 6.000 policiais.
Questionado sobre eventuais abusos cometidos durante ações policiais, Pezão disse que “se tem um governo que cortou na carne, foi o nosso”.
— Nós temos 49 mil PMs e 11 mil policiais civis. Eles entram em vielas e comunidades defendendo nossa população. Não compactuamos com o erro. Não tem formação que cuide do maníaco. Investimos muito. Quando entramos, quem ia dar aula para o policial militar era quem tinha cometido erro. Hoje pagamos melhor que a UFRJ para treinar o policial.
Maracanã
Durante a sabatina, o governador do Rio disse ser a favor da redução da maioridade penal para crimes hediondos e defendeu a concessão do Maracanã, que o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) prometeu desfazer se eleito governador.
— Acho um erro cancelar [a concessão]. O Maracanã dava R$ 12 milhões de prejuízo por ano. Hoje, temos uma outorga de R$ 5 milhões por ano.
Pezão explicou os altos custos das obras no estádio dizendo que "quando começamos a obra, a cobertura do Maracanã estava podre”. Segundo ele, a estrutura “não aguentaria os equipamentos de filmagem”.
— Colocamos laudos dos quatro melhores especialistas do mundo, que condenaram a cobertura e isso encareceu a obra.
Durante a sabatina, o governador aproveitou para defender o legado da gestão de Sérgio Cabral.
— Trouxemos mais de 330 mil empresas para esse Estado. Estamos nos consolidando como segundo polo siderúrgico do País. Pegamos um Estado onde as empresas iam embora, e elas hoje estão retornando.
