SC: Raimundo Colombo tem como desafio crise na segurança
Durante a atual gestão, Estado enfrentou três ondas de violência em menos de dois anos
Santa Catarina|Do R7

Desde que assumiu o cargo, em 2011, o governador licenciado de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), teve que administrar três ondas de violência no Estado, marcadas, principalmente, por ônibus incendiados. A mais recente série de atentados começou na semana passada. Apesar de o Estado ter a menor taxa de homicídios do País, segundo a prévia do Mapa da Violência 2014, devolver a sensação de segurança aos catarinenses é um dos principais desafios de Colombo.
Em novembro de 2012, foram mais 58 ataques em 16 cidades, incluindo 27 ônibus incendiados e bases das polícias Militar e Civil depredadas. Os atentados começaram após denúncias de maus-tratos a presos. Apesar de uma trégua, no fim de janeiro de 2013, Santa Catarina voltou a ter episódios semelhantes. A segunda onda de crimes teve mais de cem alvos em 36 municípios.
O governador foi pressionado pela população e teve que solicitar apoio do governo federal. Foram enviados homens da Força Nacional de Segurança e alguns presos transferidos para fora do Estado. Mais de um ano se passou e, no fim de setembro, criminosos voltaram a atacar ônibus, bases da polícia e casas de agentes . Em cinco dias, três pessoas foram assassinadas.
No último debate eleitoral, no dia 29 de setembro, a onda de violência no Estado foi o tema mais abordado. O candidato do PSD foi criticado pelo principal adversário dele, Paulo Bauer (PSDB), por ter se licenciado do cargo para disputar a reeleição. Colombo foi acusado por Afrânio Boppré (PSOL) de colocar uma deputada sem experiência para cuidar da área prisional.
Raimundo Colombo já foi deputado estadual e federal, prefeito de Lages por duas vezes e senador. Também já foi presidente de estatais como a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) e da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina).
