Em caso de falha grave, votação em cédula de papel pode ser iniciada em 10 minutos, diz TSE
Urnas reservas são estocadas em locais estratégicos, perto das zonas eleitorais
Eleições 2016|Juca Guimarães, do R7

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estabeleceu um minucioso plano de guerra para garantir que todos os eleitores votem neste domingo (2), mesmo que seja em cédulas de papel. A propósito, a chance disso acontecer é mínima, uma em meio milhão, considerando os problemas registrados nas eleições municipais de 2012, quando apenas duas sessões, 0,00005% do total, tiveram que recorrer à cédula de papel.
Em caso de queda na energia elétrica, as urnas eletrônicas, utilizadas na eleição, têm baterias internas com autonomia de dez horas, além disso, podem ser acopladas em baterias sobressalentes.
Se o problema for no sistema da urna, existe um protocolo que deve ser seguido pelos mesários e o presidente da zona eleitoral. O primeiro passo é ligar e desligar a máquina, este procedimento serve para salvar os dados da votação até aquele momento. Caso a máquina não volte a funcionar sozinha, não é permitida tentativa de manutenção. O equipamento deve ser substituído por uma urna reserva, chamada de urna de contingência, pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
As urnas reservas, então, recebem o cartão da memória da urna que quebrou e a votação continua normalmente. Caso a urna reserva apresente algum problema, entra em ação a urna de lona e as cédulas de papel. Uma vez iniciada a votação em papel, a urna eletrônica daquela sessão não pode mais ser utilizada. A votação em papel segue até o final. Em 2012, no primeiro turno, apenas duas seções eleitorais, uma no Rio de Janeiro e a outra no Pará, passaram para a votação manual.
De acordo com o TSE, as urnas de lonas ficam juntas com as urnas reservas, estrategicamente estocadas perto das zonas eleitorais, para que a votação seja reestabelecida em, no máximo, dez minutos. O número de urnas de lona preparadas são, em média, da ordem de 10% do total de urnas eletrônicas.
Apuração
Como as cédulas de papel ficam em posse do TRE, apenas para uso em caso emergencial, não há o risco de utilização fraudulenta. A instalação de uma urna de lona precisa ser feita na presença dos fiscais, de um técnico do TRE e constar na ata que é elaborada pelo presidente da zona eleitoral.
Ao final do horário de votação, as urnas de lona, com os votos em papel, são levados para a apuração junto com as urnas eletrônicas. Na hora de contabilizar os dados dos cartões de memória, os votos em papel são digitalizados e incluídos no mapa de votação.
A urna com Sistema de Apuração somará os votos eletrônicos como os votos manuais e emitirá um Boletim de Urna eletrônico e impresso, com a mesma segurança de uma urna original. Os dados são, então, transmitidos ao TRE para totalização.
