Em duas cidades, os eleitores tiveram que votar com cédula de papel
A chance da votação ser em papel é de uma em 500 mil. Casos ocorreram em SP e BA
Eleições 2016|Juca Guimarães, do R7

A votação em cédula de papel é situação muito rara no Brasil após a adoção das urnas eletrônicas. Nas eleições do último domingo (2), em apenas duas sessões eleitorais tiveram que recorrer ao processo manual de votação, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Das 432.959 urnas eletrônicas instaladas para 144 milhões de eleitores, apenas duas tiveram que ser substituídas pelas urnas de lona para o voto manual. Isto ocorreu em uma sessão de Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, e outra em Salvador. Ou seja, menos de 0,00005% das sessões eleitorais tiveram o voto no papel. O mesmo índice das eleições municipais de 2012, quando ocorreram problemas em uma sessão do Rio de Janeiro e outra do Pará.
As cédulas de papel são usadas quando a urna eletrônica quebra e a urna reserva (de contingência) também não funciona. As urnas reservas são mantidas em pontos estratégicos perto das zonas de votação com um estoque de cédulas de papel equivalente a 10% dos eleitores da sessão.
A substituição de um modelo pelo outro demora cerca de 10 minutos. Depois que o presidente da sessão decide pelo voto em papel, o processo eletrônico naquela sessão não pode ser retomado.
Urnas substituídas
Em todo o país, ainda segundo o TSE, foram substituídas 4.424 urnas, sendo 4.422 por urnas eletrônicas reservas e as outras duas por urnas de lona para cédula do papel. As substituições representam 1,0076% do total no país. Em São Paulo, das 93.313 urnas instaladas, foram substituídas 599 (0,62% do total).
Em caso de falha grave, votação em cédula de papel pode ser iniciada em 10 minutos, diz TSE
