Alckmin defende Guarda Nacional permanente no Rio
Tucano concedeu entrevista a uma rádio do Rio e falou sobre segurança pública e intervenção federal. O candidato também criticou radicalismos
Eleições 2018|Karla Dunder, do R7

Geraldo Alckmin, candidato ao Planalto pelo PSDB, concedeu uma entrevista na manhã desta quinta-feira (4) à Super Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. O tucano falou sobre Segurança Pública e defendeu a criação de uma Guarda Nacional permanente no Estado.
“O tráfico de drogas e de armas é um problema nacional gravíssimo e vamos combatê-lo com tecnologia, integrando as inteligências das polícias e criando a Guarda Nacional em caráter permanente”, disse.
Sobre a intervenção no Rio, Alckmin afirmou que “não pode ser eterna” e que é preciso estabelecer um prazo com o governo do Estado para encerrar. No entanto, “as Forças Armadas continuarão a atuar e a primeira Guarda Nacional deverá atuar no Rio, com um efetivo de 5.000 homens e mulheres, e será subordinada ao Exército”.
Questionado sobre a situação precária de funcionamento dos hospitais federais do Rio, o ex-governador de São Paulo prometeu reabrir os 30 mil leitos fechados. “Governar é escolher, vai ter de fechar ministério, ter ajuste pra valer para ter dinheiro para abrir o que está fechado” e criticou: “O que adianta fazer novas obras se não cuida do que já tem? As Santas Casas de todo o Brasil têm problemas de financiamento”.
Alckmin defendeu as reformas, a necessidade de abrir a economia e de buscar investimentos externos. Novamente, ele declarou ser necessário aumentar a competitividade entre os bancos para diminuir os juros. Também reforçou a promessa de que será um presidente da primeira infância.
Sobre o candidato Jair Bolsonaro (PSL), Alckmin declarou que “nenhum dos extremos é o caminho. Quem for eleito, em janeiro, vai subir o morro com chuva e lata d’agua na cabeça. Não vai ser fácil”, afirmou. “Experiência é importante e o Brasil não é país simples. Meu receio é que vá agravar a crise. Presidente não pode ser um problema, precisa resolver problemas”.
Alckmin também voltou a se colocar como alternativa à polarização política atual: “Radicalismo não é o caminho e não é a natureza do brasileiro. Nem extrema esquerda, nem direita. Precisamos unir o país para poder avançar”.
