Eleições 2020 Geração de renda, ataques pessoais e covid-19 marcam 1º debate em SP

Geração de renda, ataques pessoais e covid-19 marcam 1º debate em SP

Evento em emissora de televisão contou com a presença de 11 postulantes ao cargo de prefeito da capital e teve restrições devido à pandemia 

  • Eleições 2020 | Cesar Sacheto, do R7

Primeiro debate pela Prefeitura de SP na televisão teve 11 participantes

Primeiro debate pela Prefeitura de SP na televisão teve 11 participantes

ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO - 1.10.2020

Os debates nas emissoras de TV entre os principais candidatos à sucessão na Prefeitura de São Paulo começaram nesta quinta-feira (1º). O primeiro encontro foi realizado na Band e contou com a presença de 11 candidatos.

Veja o currículo dos 14 candidatos à Prefeitura de São Paulo

Participaram do encontro Andrea Matarazzo (PSD), Arthur do Val (Patriota), Bruno Covas (PSDB), Celso Russomanno (Republicanos), Filipe Sabará (Novo), Guilherme Boulos (PSOL), Jilmar Tatto (PT), Joice Hasselmann (PSL), Márcio França (PSB), Marina Helou (Rede) e Orlando Silva (PCdoB).

O candidato Filipe Sabará (Novo), que teve os direitos de filiação suspensos temporariamente pela comissão de ética da legenda, obteve uma medida liminar do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para participar do debate.

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Em função de orientações das autoridades sanitárias com o objetivo de evitar a disseminação do novo coronavírus, o evento, promovido na sede da emissora, no bairro do Morumbi, zona sul da capital, não teve plateia.

A utilização de máscaras foi obrigatória em todas as dependêncais da emissora. Foi determinada a distância de 1.6 m entre os candidatos. Todos os ambientes do estúdio foram sanitizados antes da entrada dos participantes. O número de assessores por partido também foi reduzido pelos organizadores.

A pandemia foi um dos temas principais e dominou as perguntas de políticos, populares e jornalistas nos cinco blocos estabelecidos pela organização do debate. As ações propostas para a recuperação econômica em função da crise eram as mais cobradas por todos.

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No primeiro, por ordem de sorteiro, os candidatos tinham 45 segundos para responder às perguntas formuladas pela população e enviadas pelas redes sociais. Neste primeiro momento, os políticos aproveitaram para fazer uma breve apresentação das suas ideias nos temas citados. Entre eles, a questão dos dependentes químicos da Cracolândia.

Depois, as perguntas eram feitas de candidato para candidato, com direito à réplica e tréplica de 45 segundos cada. A ordem das perguntas havia sido definida por sorteio prévio. Houve várias citações de denúncias entre os postulantes à prefeitura paulistana.

No terceiro bloco, os jornalistas do Grupo Bandeirantes fizeram as perguntas e escolheram candidatos que responderiam e comentariam os temas. Emprego, renda e auxílio governamental para os paulistanos foram assuntos elencados como fundamentais.

O possível fim da SPTrans, empresa que administra o transporte público da capital paulista, foi tema de uma das perguntas. O modelo de fiscalização e cobrança da empresa por parte da administração municipal também foi questionado por candidatos. A educação foi o assunto de encerramento do bloco.

No blocos seguintes, mantidos o mesmo modelo de perguntas entre candidatos, a desigualdade social na capital paulista foi o tema escolhido para iniciar as discussões. Alimentação, moradia e projetos para as mulheres, gestantes e os mais pobres foram destacados, assim como o racismo.

O contraponto das ideologias socialista e liberal também esteve em pauta nas perguntas entre alguns candidatos, que expuseram projetos educacionais, de moradias populares e modelos econômicos para fomentar o emprego à população que vive nas periferias.

No bloco final, reservado para as considerações finais, os candidatos tiveram mais 45 segundos para deixar um recado final ao eleitorado paulistano. Cada político, novatos e experientes, procurou reforçar o seu perfil e as suas principais marcas de campanha.

Próximos debates

Já o segundo debate pela prefeitura paulistana deverá ocorrer no dia 23 de outubro, na Rede TV!, às 22h30. Uma semana depois, no dia 31, às 17h45, será realizado o encontro no SBT. A Record TV deverá hospedar o quarto debate entre os postulantes ao cargo de prefeito de São Paulo, no dia 8 de novembro, às 22h. A TV Gazeta não promoverá debates prefeitos neste ano.

Globo cancela debate do 1º turno na capital

O conflito previsto para ocorrer na TV Globo no dia 12 de novembro, que marcaria o encerramento dos encontros antes do primeiro turno do pleito municipal paulistano, não deverá ser realizado em razão da falta de um acordo entre os partidos por um número menor de participantes.

A emissora emitiu um comunicado no dia 21 de setembro no qual informou a decisão de realizar os pleitos no primeiro turno somente em cidades onde houver acordo entre as legendas para que participem apenas os quatro candidatos mais bem colocados  na pesquisa eleitoral mais recente (Ibope ou DataFolha).

A direção da Globo entendeu que a quantidade de candidatos elevaria o número de pessoas nos estúdios de forma a colocar em risco a saúde dos profissionais da casa e demais presentes, pois, não há protocolo sanitário que garanta a segurança de todos com tamanha aglomeração.

2º turno

As datas de votação das eleições deste ano foram adiadas devido à pandemia da covid-19. O primeiro turno foi transferido para o dia 15 de novembro e o segundo — nos municípios em que houver necessidade — está marcado para o dia 29 de novembro. No segundo turno, os debates terão as seguintes datas e horários pré-agendada:

19 de novembro – Band (22h30);

21 de novembro – SBT (17h45);

22 de novembro – Record (22h).

Isonomia

Para garantir a isonomia e a lisura da disputa eleitoral, as emissoras de rádio e televisão estão proibidas de dar tratamento privilegiado a qualquer candidato ou legenda política, conforme o calendário eleitoral. A regra entrou em vigor no último dia 17 de setembro.

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