Caiado critica crise no STF e diz que polêmicas impedem debate sobre propostas
Candidato do PSD à Presidência afirma que divergências entre ministros geram insegurança jurídica
2026|Paulo Henrique Santos, da RECORD
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O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou nesta quarta-feira (16) a sequência de polêmicas envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal). Durante um almoço em São Paulo, o ex-governador de Goiás afirmou que as divergências dentro da Corte têm dominado o debate político e deixado pouco espaço para que os candidatos discutam propostas para o país.
Caiado também questionou a paralisação das decisões do Supremo e a falta de definição sobre os próximos passos nos processos relacionados ao caso Banco Master.
Para o candidato, além da falta de segurança pública, o Brasil enfrenta um cenário de insegurança jurídica. Ele citou a sessão realizada pelo STF na terça-feira (15), quando os ministros divergiram sobre a forma de análise das condutas de Alexandre de Moraes e André Mendonça.
“Nós vimos ontem um Supremo rachado. Você acha que ele vai se unir de novo? Ele vai voltar a pensar na população brasileira e no país? Ou ali tem duas bancadas formadas?”, questionou.
Antes, Caiado afirmou que o cenário provoca “desilusão completa” na população.
“A sociedade brasileira assistindo a uma cena de quem é responsável por cuidar da população brasileira do ponto de vista da Constituição. E isso hoje traz o quê para o cidadão? Desilusão completa. A falta, no Brasil, de segurança pública, nós sabemos, é demais. Agora, se acresce a isso falta de segurança jurídica no país”, declarou.
Caiado questiona condução do julgamento
O candidato também criticou a demora para uma definição sobre a investigação relacionada ao caso envolvendo Moraes. Para Caiado, a questão deveria ser colocada em votação de maneira objetiva.
“A votação era uma votação simples. Se vai abrir ou se não vai abrir a investigação. Pronto. Que vote. Agora, o que não pode é expor a fragilidade”, afirmou.
Na avaliação de Caiado, as divergências entre os ministros não podem comprometer o funcionamento institucional do Supremo.
“O poder está acima de qualquer membro do Supremo Tribunal Federal. A pauta é essa aqui. Esta pauta é que vai formar opinião sobre ela e vai ter voto. Acabou. Outra pauta, outra sessão, a gente discute outra pauta”, disse.
Sessão terminou sem definição
Na terça-feira (15), o STF interrompeu a sessão após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que solicitou mais tempo para analisar a questão. Com isso, a Corte não definiu como serão julgados os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Até a interrupção, o placar estava em 4 votos a 3 pela análise separada das condutas de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de Mendonça, na condução da relatoria do caso Master.
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