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Disputas internas na direita desafiam plano de Flávio de ampliar base e reduzir rejeição

Com postura mais ‘apaziguadora’, pré-candidato tem pedido união na base diante de conflitos envolvendo sua família

2026|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro busca a união entre aliados para superar disputas internas na família e na base conservadora.
  • O senador tenta adotar uma postura apaziguadora para ampliar sua base eleitoral e reduzir a rejeição ao seu sobrenome.
  • A estratégia inclui um foco em um discurso mais institucional e a diminuição da polarização em torno do nome bolsonarista.
  • Flávio enfrenta desafios para equilibrar as divergências internas e garantir a governabilidade em um cenário político delicado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concede entrevista.

Foto: Ton Molina /Agência Senado
Flávio tem se manifestado em suas redes sociais pedindo união da base Ton Molina/Agência Senado - 30.4.2026

O mês de abril foi marcado por uma sucessão de atritos internos na família Bolsonaro. Diante do cenário de fragmentação, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apelou publicamente para que aliados interrompessem os embates motivados por “mágoas e provocações” e priorizassem o futuro do país.

O movimento do parlamentar ocorreu após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) trocarem críticas nas redes sociais, evidenciando mais um capítulo de instabilidade na base conservadora.


Em vídeo publicado em seus perfis, Flávio expressou angústia ao ver lideranças “se digladiando”. “O inimigo não está aqui, está do lado de lá. Esse é o tipo de confusão em que não há vencedor. Todos perdem. Precisamos focar no caminho a seguir e perdoar uns aos outros”, declarou.

A busca pela coesão foi reiterada recentemente, quando o senador utilizou a plataforma X para cobrar união após novo desentendimento, desta vez entre Nikolas Ferreira e o vereador Jair Renan (PL-SC). Flávio destacou que, apesar das boas notícias, as cobranças internas o preocupam: “Preciso de todos me defendendo das mentiras da esquerda e esfregando a verdade na cara deles”.


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A estratégia do “articulador moderado”

Segundo o cientista político Rafael François Porto, Flávio Bolsonaro tem se posicionado estrategicamente como um “articulador moderado”. O objetivo seria ampliar a base eleitoral sem abdicar da herança política do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, direcionando um discurso mais institucional à elite política e econômica para reduzir a rejeição em torno do sobrenome da família.

“O mercado financeiro busca previsibilidade e segurança jurídica, distanciando-se de extremismos de ambos os lados”, analisa Porto. Ele observa, no entanto, que essa nova postura pode estar gerando ruídos internos. Enquanto Flávio adota uma abordagem institucional e de expansão, Carlos Bolsonaro preserva a tese de que é necessário manter o conservadorismo ativo e fiel às raízes, o que provoca divergências até mesmo no núcleo familiar.


Para o cientista político, um dos grandes focos da campanha de Flávio, até o momento, tem sido a redução da polarização em torno do nome bolsonarista, até porque, diferente dos outros candidatos, o senador não vem do Executivo.

“O capital político dele tem um foco um pouco diferente dos presidenciáveis que a gente vê, como o Ronaldo Caiado ou o próprio Romeu Zema, que já estavam com uma trajetória forte no Executivo, com essa máquina podendo alavancar. Então, isso faz com que eles tenham uma força muito forte nessa base eleitoral deles”, argumenta.


“O Flávio, por sua vez, vem já do histórico legislativo, um histórico das redes sociais, e o capital político também vem herdado do nome do pai. Então, ele não consegue ter essa vitrine administrativa que alguns outros candidatos têm”, completa.

Expansão da base e o desafio de 2026

O consultor político Davi Wender complementa essa análise, pontuando que o fato de Flávio sempre ter sido o mais discreto entre os irmãos faz com que, em sua campanha, tente apresentar uma outra versão da direita, justamente para expandir o público acumulado pelos seus irmãos.

Para o especialista, a adoção de um tom apaziguador visa conquistar o eleitorado que rejeitou Jair Bolsonaro no pleito anterior. “Ele já detém uma base fiel de 20% a 30%. Para crescer, precisa buscar votos que hoje não possui, o que torna a moderação um passo lógico de campanha”, afirma.

Wender acredita que o cenário de 2026 será pautado pela lógica do referendo, típica de processos de reeleição. “O questionamento à população será sobre a continuidade ou não do governo atual. Nesse contexto, o governo Lula detém a vantagem da máquina pública, embora o histórico recente mostre que a continuidade não é garantida”, pondera.

Nesse tabuleiro pré-eleitoral, a ausência de nomes para um eventual ministério ou para a vice-presidência é vista como uma cautela estratégica. De acordo com o consultor, a direita enfrenta uma articulação delicada.

“É preciso equilibrar a composição partidária para garantir governabilidade futura e, simultaneamente, escolher um vice que possua viabilidade eleitoral e capacidade de angariar votos de setores ainda não convertidos”, analisa Wender.

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