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A duas semanas das eleições, Minas tem cenário indefinido

Disputa ao governo do estado segue aberta, apesar de pesquisas indicarem liderança de Cleitinho no primeiro turno

2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Bruno Soller destaca Minas Gerais como a principal incógnita nas eleições estaduais, com a disputa pelo governo ainda aberta.
  • O senador Cleitinho Azevedo lidera as pesquisas de intenção de voto no primeiro turno, mas enfrenta cenários apertados no segundo turno.
  • As pesquisas mostram que a vantagem de Cleitinho sobre seus adversários diminuiu em relação ao levantamento anterior.
  • Os cenários de segundo turno indicam equilíbrio, com possibilidade de mudanças no quadro eleitoral ao longo da campanha.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

MG: Cleitinho tem 33%, Patrus Ananias, 15%, Alexandre Kalil tem 13% e 
Mateus Simões , 11%
Cleitinho tem 31% no primeiro turno, seguido por Patrus (17%), Kalil (12%), e Simões (11%) Reprodução/RECORD Minas

Pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas Gerais mostram que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder nos cenários de primeiro turno, vê sua vantagem diminuir nas simulações para o segundo turno das eleições deste ano.

No levantamento mais recente do Real Time Big Data, divulgado em 8 de setembro, Cleitinho aparece com 31% no primeiro turno, seguido por Patrus Ananias (PT), com 17%, Alexandre Kalil (PDT), com 12%, e Mateus Simões (PSD), com 11%.


Já nos seis cenários de segundo turno testados, Cleitinho aparece numericamente à frente nos três confrontos em que é incluído. A vantagem, entretanto, diminuiu em relação à mesma pesquisa de agosto.

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Contra Kalil, Cleitinho passou de 46% para 44%, enquanto o ex-prefeito de Belo Horizonte subiu de 35% para 37%. A diferença, que era de 11 pontos, caiu para sete.


Contra Mateus Simões, Cleitinho passou de 46% para 43%, enquanto o vice-governador foi de 31% para 35%. A vantagem caiu de 15 para oito pontos.

Já no confronto contra Patrus, Cleitinho oscilou de 45% para 43%, enquanto o petista passou de 40% para 41%. A diferença caiu de cinco para dois pontos percentuais. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado configura empate técnico.


Nos cenários sem Cleitinho, o equilíbrio é ainda maior. Mateus Simões aparece com 37% contra 34% de Kalil; Kalil tem 39% contra 38% de Patrus; e Mateus e Patrus aparecem empatados, com 35% cada.

‘Grande incógnita’

É nesse cenário que o cientista político e sócio do Real Time Big Data Bruno Soller coloca Minas Gerais entre os estados em que a disputa pelo Executivo é mais imprevisível.


“Minas Gerais é hoje a grande incógnita das eleições. É um estado de peso eleitoral, mas ainda com muitas variáveis em aberto, o que torna a disputa especialmente difícil de antecipar”, analisa.

Para ele, a liderança de Cleitinho no primeiro turno não encerra a disputa, porque a configuração do segundo turno pode produzir um cenário diferente do apresentado na primeira etapa.

A análise também considera a possibilidade de mudanças no quadro eleitoral ao longo da campanha, principalmente em uma disputa na qual os principais adversários ainda aparecem próximos entre si.

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