Navio de guerra dos EUA atingiu cargueiro iraniano que tentava burlar bloqueio, diz Trump
Segundo o presidente dos EUA, navio iraniano ignorou avisos para parar e foi detido imediatamente
Estadão Conteúdo|Do Estadão Conteúdo
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo que um navio de guerra americano abriu fogo e depois assumiu o controle de um navio cargueiro com bandeira iraniana no Golfo de Omã, que tentava escapar de um bloqueio naval dos EUA.
Trump publicou no Truth Social que, depois que o navio iraniano ignorou os avisos para parar, o destróier de mísseis guiados dos EUA “os deteve imediatamente, abrindo um buraco na casa de máquinas”.
“Neste momento, os fuzileiros navais dos EUA estão com a custódia da embarcação”, acrescentou o presidente dos EUA.
Na postagem, Trump disse que mísseis da marinha americana interceptaram o navio iraniano, chamado Touska. “A tripulação iraniana se recusou a ouvir, então nosso navio da Marinha abriu um buraco na sala de máquinas”, escreveu.
Agora, o presidente norte-americano alega que os fuzileiros navais dos EUA estão com a custódia da embarcação e que o Touska “está sob sanções do Tesouro dos EUA devido ao seu histórico anterior de atividades ilegais”.
Cabo de guerra pelo Estreito de Ormuz
O embate acontece em meio ao impasse entre Washington e Teerã sobre o controle do Estreito de Ormuz.
No sábado (18), o Irã voltou a fazer um bloqueio na região. A declaração foi feita pela Guarda Revolucionária após a fala do presidente Donald Trump de que o bloqueio americano aos portos iranianos “permanecerá em pleno vigor” até que Teerã chegue a um acordo com os Estados Unidos, inclusive sobre seu programa nuclear.
O comando militar conjunto do Irã declarou no sábado que “o controle do estreito de Ormuz voltou ao seu estado anterior... sob a gestão e o controle rigorosos das forças armadas”. Ele alertou que continuaria a bloquear o trânsito pelo estreito enquanto o bloqueio dos EUA aos portos iranianos permanecesse em vigor.
Irã não planeja novas negociações
Neste domingo, o tom entre o Irã e os EUA se intensificou. Trump afirmou que representantes seriam enviados ao Paquistão para negociações na segunda-feira. O Irã, porém, segundo a agência estatal IRNA, rejeitou essa segunda rodada de conversas.
A mídia estatal iraniana informou no domingo que Teerã não planejava participar de novas negociações com os Estados Unidos, horas depois de o presidente Donald Trump ter anunciado o envio de negociadores a Islamabad.
“Não há planos, no momento, para participar da próxima rodada de negociações entre Irã e Estados Unidos”, afirmou a emissora estatal IRIB, citando fontes iranianas.
Trump disse no domingo que enviará negociadores ao Paquistão para reativar o diálogo com o Irã apenas alguns dias antes de expirar a trégua de duas semanas, mas Teerã ainda não anunciou que participará.
O vice-presidente JD Vance, que encaixou a delegação em Islamabad no dia 11 de abril para uma tentativa de acordo, será acompanhado pelos dois embaixadores habituais de Washington: Steve Witkoff e Jared Kushner.
Trump afirmou em sua plataforma Truth Social que estava oferecendo ao Irã um “acordo razoável” e avisou que, em caso de rejeição, “os Estados Unidos destruirão todas as centrais elétricas e todas as portas no Irã”.
Leia mais
A agência de notícias oficial do Irã, IRNA, não citou nenhuma fonte específica ao dizer que o país havia rejeitado o ultimato de Trump para as negociações.
“O Irã declarou que sua ausência da segunda rodada de negociações decorre do que chamou de exigências excessivas de Washington, expectativas irrealistas, mudanças constantes de posição, contradições repetidas e o bloqueio naval em andamento, que considera uma violação do cessar-fogo”, escreveu a IRNA.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo.Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp







