Irã volta a bloquear o estreito de Ormuz após declarações de Trump
A disputa em torno do estreito ameaça agravar a crise energética global
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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O Irã voltou a bloquear o estreito de Ormuz, anunciou a Guarda Revolucionária neste sábado (18). A declaração foi feita após a fala do presidente Donald Trump de que o bloqueio americano aos portos iranianos “permanecerá em pleno vigor” até que Teerã chegue a um acordo com os Estados Unidos, inclusive sobre seu programa nuclear.
O comando militar conjunto do Irã declarou no sábado que “o controle do estreito de Ormuz voltou ao seu estado anterior... sob a gestão e o controle rigorosos das forças armadas”. Ele alertou que continuaria a bloquear o trânsito pelo estreito enquanto o bloqueio dos EUA aos portos iranianos permanecesse em vigor.
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A disputa em torno do estreito ameaça agravar a crise energética global. Na sexta-feira (17), os preços do petróleo haviam recuado, impulsionados pela expectativa de um possível acordo entre os dois países.
Cerca de um quinto do petróleo mundial passa pelo estreito de Ormuz, e novas restrições podem reduzir ainda mais a oferta, pressionando novamente os preços.
O controle da via se consolidou como um dos principais instrumentos de pressão do Irã e levou os Estados Unidos a enviarem forças militares e a iniciarem um bloqueio aos portos iranianos.
A medida faz parte de uma tentativa de forçar o país a aceitar um cessar-fogo mediado pelo Paquistão para encerrar quase sete semanas de conflito envolvendo Israel, EUA e Irã.
O Irã havia anunciado a reabertura total do estreito para embarcações comerciais após a trégua de 10 dias entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado por Teerã, no Líbano.
No entanto, após a declaração de Trump sobre a continuidade do bloqueio, autoridades iranianas afirmaram que a posição dos EUA viola o acordo de cessar-fogo firmado na semana passada e alertaram que a rota não permaneceria aberta nessas condições.
A empresa de análise de dados Kpler informou que o tráfego na região segue restrito a corredores que dependem de autorização do governo iraniano. Desde o início do bloqueio, na segunda-feira, 13, forças americanas já obrigaram 21 navios a retornarem, segundo o Comando Central dos EUA.







