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Alterações no cérebro explicam dor lombar crônica persistente 

Tecnologia revela como o cérebro reage à dor lombar prolongada 

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Cérebro influencia intensidade da dor lombar. (Foto: TrueCreatives via Canva) Fala Ciência

A dor lombar crônica é um problema muito comum e que afeta bastante a rotina das pessoas. Em muitos casos, ela dura meses ou até anos e pode limitar atividades simples do dia a dia, como caminhar, trabalhar ou ficar sentado por muito tempo.

Até pouco tempo, essa dor era vista principalmente como um problema da coluna. No entanto, novas pesquisas mostram que o cérebro também pode ter um papel importante nesse processo.


Um estudo publicado na revista Scientific Reports em 02 de maio de 2026, liderado por Chuanxu Luo, investigou justamente essa ligação entre o cérebro e a dor lombar persistente.

O que o cérebro tem a ver com a dor lombar?


Os pesquisadores analisaram imagens do cérebro de pessoas com dor lombar crônica e compararam com pessoas saudáveis.

Eles descobriram que algumas regiões do cérebro funcionam de forma diferente nesses pacientes, principalmente áreas ligadas à percepção da dor.


As principais mudanças observadas foram:

  • Maior fluxo de sangue no tálamo direito
  • Alterações no giro lingual direito


Essas regiões estão relacionadas a como o cérebro interpreta sensações e dor.

Dor mais forte, mudanças mais claras no cérebro

Outro ponto importante do estudo foi a relação entre o cérebro e a intensidade da dor.

De forma simples, os resultados mostraram que:

  • Quanto maior a atividade no tálamo, mais forte era a dor relatada
  • Alterações no giro lingual estavam ligadas a maior dificuldade para realizar atividades do dia a dia

Isso sugere que a dor não depende apenas da coluna, mas também de como o cérebro processa essa sensação.

Inteligência artificial ajudando na análise

IA detecta sinais de dor lombar no cérebro. (Foto: Alemedia.id via Canva) Fala Ciência

Para entender melhor esses dados, os cientistas usaram um tipo de inteligência artificial que aprende a identificar padrões em imagens médicas.

Essa tecnologia analisou várias características do cérebro e conseguiu separar pessoas com dor lombar crônica das pessoas saudáveis com boa precisão.

O melhor resultado foi do modelo chamado XGBoost, que apresentou:

  • Boa capacidade de identificar casos de dor crônica
  • Resultados consistentes na análise das imagens cerebrais

O que isso muda na prática?

Esses achados ajudam a entender melhor a dor lombar crônica e mostram que ela não é apenas um problema físico da coluna.

Na prática, isso significa que:

  • O cérebro também participa da sensação de dor
  • A dor pode ser influenciada por processos neurológicos
  • Novos exames podem ajudar no diagnóstico no futuro

Um novo olhar sobre a dor crônica

O estudo destaca uma ideia importante: a dor crônica é complexa e envolve tanto o corpo quanto o cérebro.

Com isso, novas tecnologias, como exames de imagem e inteligência artificial, podem ajudar médicos a entender melhor cada caso e melhorar o tratamento.

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