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Médica explica por que massagem modeladora não resolve lipedema 

Médica esclarece dúvidas e revela o que realmente funciona no tratamento do lipedema

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Lipedema causa dor e não é só estética. (Getty Images via Canva) Fala Ciência

O lipedema é frequentemente confundido com uma questão estética, mas essa percepção pode levar a escolhas equivocadas de tratamento. Na prática, trata-se de uma doença inflamatória do tecido gorduroso, que provoca dor, sensação de peso e até hematomas frequentes.

Em entrevista ao Fala Ciência, a dermatologista Fabiola Bordin destaca um ponto essencial: “É importante entender que lipedema é uma doença do tecido gorduroso e é diferente de celulite ou apenas ter pernas grossas.


Cremes e massagens não tratam o lipedema

Apesar de muito divulgados, cremes e massagens modeladoras não são eficazes. A especialista é categórica ao afirmar: “Usar cremes com certeza não melhora o lipedema. A massagem modeladora com certeza não ajuda, pois nenhuma massagem consegue agir ou destruir a gordura.


Esse esclarecimento é fundamental, já que muitas pessoas ainda apostam em soluções superficiais que não atingem o problema real, localizado nas camadas profundas do tecido adiposo.

Sintomas vão além da aparência


O lipedema não se resume ao aumento de volume corporal. Segundo a médica, a condição pode causar “dor, sensação de peso nas pernas, equimoses (roxos na pele) sem ter batido no local.

Além disso, o lipedema apresenta um padrão bem característico de acúmulo de gordura no corpo. Como explica a especialista: “Esta inflamação gera aumento do tecido gorduroso, em pernas, coxas e até braços, mas preserva os pés.”


Tratamento deve ser individualizado

O manejo do lipedema exige uma avaliação individualizada de cada paciente. Como destaca Fabiola Bordin, é necessário analisar caso a caso, considerando o nível de inflamação, o grau de acúmulo de gordura e se o incômodo está mais relacionado à dor ou à questão estética.

De forma geral, algumas medidas são indispensáveis:

  • Dieta equilibrada
  • Atividade física regular
  • Controle do peso

Essas bases contribuem para reduzir a inflamação e aliviar os sintomas, embora não promovam a cura. 

Tecnologias modernas no tratamento

Tratamentos modernos reduzem inflamação. (Africa Images via Canva) Fala Ciência

Além das mudanças de estilo de vida, tratamentos em consultório podem ser indicados. A médica ressalta a importância de tecnologias específicas: “Precisamos de aparelhos potentes, que penetrem no tecido gorduroso, mas sem piorar a inflamação.

Entre as opções, ela destaca: “A tecnologia de micro-ondas é uma das mais comentadas, pois é um procedimento não-invasivo, indolor e que pode agir seletivamente no tecido gorduroso.

Outras abordagens, como radiofrequência e drenagem linfática, também podem ser utilizadas dependendo do caso.

Quando a cirurgia é considerada

A cirurgia é indicada apenas em casos específicos. De acordo com a especialista, ela pode ser uma alternativa para reduzir o volume do tecido gorduroso na região afetada.

No entanto, ela faz um alerta importante: “Dificilmente um paciente é encaminhado diretamente para a cirurgia hoje em dia. Muito difícil.

Nos estágios mais avançados, o lipedema pode comprometer a mobilidade e dificultar atividades cotidianas. Segundo a especialista, em quadros mais avançados, o acúmulo de gordura pode limitar os movimentos, especialmente nas pernas e nos joelhos.

Diagnóstico é clínico

Outro ponto relevante é como a doença é identificada. “O diagnóstico do lipedema é clínico. Ou seja, chegamos a ele através da história e do exame físico do paciente.”, relatou a médica.

Exames complementares não são obrigatórios, sendo utilizados apenas quando há suspeita de outras condições associadas.

Controle contínuo é essencial

Por fim, a médica reforça que o lipedema é uma condição crônica: “estamos falando de algo crônico, que ainda não tem cura.

Além disso, o peso influencia diretamente na evolução do quadro: “o sobrepeso não necessariamente causa lipedema, mas piora o quadro das pacientes que já possuem a doença.”, explica a dermatologista Fabiola Bordin. 

Dessa forma, o tratamento deve ser contínuo e baseado em acompanhamento médico, evitando soluções rápidas que não atacam a raiz do problema.

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