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NASA revela disco gigante onde novos planetas podem estar nascendo agora

Telescópio Hubble identificou uma estrutura colossal e turbulenta capaz de formar vários planetas gigantes

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Hubble registrou gigantesco disco planetário, cerca de 40 vezes maior que o Sistema Solar (Imagem: NASA, ESA, STScI, Kristina Monsch (CfA); Processamento de imagem: Joseph DePasquale (STScI)) Fala Ciência

O universo acaba de revelar mais um de seus cenários impressionantes. Astrônomos utilizando o NASA/ESA Telescópio Espacial Hubble identificaram o maior disco protoplanetário já observado em torno de uma estrela jovem. A estrutura gigantesca, apelidada informalmente de “Chivito do Drácula”, apresenta características tão incomuns que pode transformar o entendimento científico sobre a formação de sistemas planetários.

O objeto, chamado IRAS 23077+6707, está localizado a aproximadamente 1.000 anos-luz da Terra. O disco possui cerca de 640 bilhões de quilômetros de extensão, tornando-se aproximadamente 40 vezes maior que o Sistema Solar. Entre os detalhes mais surpreendentes observados pelos cientistas estão:


  • Estruturas gigantes de gás e poeira extremamente assimétricas;
  • Filamentos visíveis em apenas um dos lados do disco;
  • Ambiente altamente turbulento e instável;
  • Quantidade de material suficiente para formar vários planetas gigantes;
  • Uma estrela jovem escondida por densas nuvens cósmicas.

Um laboratório natural para estudar novos mundos


Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica The Astrophysical Journal e liderados pela astrônoma Kristina Monsch, do Centro de Astrofísica Harvard & Smithsonian.

As imagens obtidas pelo Hubble revelaram um nível de detalhe incomum para esse tipo de estrutura cósmica. O disco foi observado praticamente de perfil, permitindo visualizar suas camadas superiores de poeira e gás com enorme precisão.


Imagem do disco IRAS 23077+6707 processada com dados ópticos captados pelo telescópio Hubble. (Imagem: Meli thev/ CC BY-SA 4.0) Fala Ciência

Além disso, os pesquisadores identificaram enormes filamentos que parecem se projetar acima e abaixo do disco. Curiosamente, essas estruturas aparecem apenas de um lado, algo considerado extremamente raro em discos protoplanetários.

O que torna esse sistema tão estranho


Os cientistas acreditam que a aparência irregular possa estar ligada à queda contínua de material sobre o disco ou a interações com o ambiente ao redor da estrela jovem.

No centro da estrutura existe um objeto estelar ainda envolvido por densas nuvens de gás e poeira. Os pesquisadores consideram a possibilidade de o sistema conter uma estrela massiva ou até duas estrelas orbitando entre si.

As estimativas indicam que o disco possui massa equivalente a até 30 vezes a massa de Júpiter, quantidade suficiente para originar diversos planetas gigantes ao longo de milhões de anos.

Como o Hubble continua revolucionando a astronomia

Mesmo após mais de três décadas em operação, o Hubble continua fornecendo imagens fundamentais para a compreensão do cosmos. Nesse caso, o telescópio permitiu observar detalhes extremamente delicados de um ambiente onde planetas ainda estão em formação.

A descoberta também reforça que os sistemas planetários podem surgir em cenários muito mais complexos e caóticos do que os modelos tradicionais sugeriam. Para os astrônomos, o gigantesco IRAS 23077+6707 agora se tornou um dos mais importantes laboratórios naturais para investigar como mundos alienígenas nascem no universo.

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