Nutriente comum ajuda o intestino a se regenerar, diz estudo do MIT
Estudo do MIT mostra que um aminoácido presente na alimentação ajuda na recuperação intestinal
Fala Ciência|Do R7

Um nutriente presente em muitos alimentos do dia a dia pode ter um papel importante na recuperação do intestino. Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) descobriram que a cisteína, um aminoácido encontrado em alimentos ricos em proteínas, ajuda o intestino a se recuperar mais rapidamente após danos.
O estudo foi publicado na revista científica Nature (Chi et al., 2025) e mostra que esse nutriente ativa mecanismos naturais do corpo que estimulam a regeneração do tecido intestinal.
Como esse nutriente age no intestino
Os cientistas observaram que a cisteína ajuda a ativar um processo de defesa e reparo dentro do organismo. Esse processo envolve células do sistema imunológico e células-tronco, que são responsáveis por renovar o intestino.
De forma simples, o que acontece é:
Com isso, o intestino consegue se recuperar mais rapidamente de lesões.
O que os pesquisadores descobriram

Nos testes realizados em animais, uma dieta rica em cisteína acelerou a recuperação de danos no intestino causados por radiação e tratamentos como quimioterapia.
Isso é importante porque esses tratamentos, apesar de eficazes contra o câncer, podem causar efeitos colaterais fortes no sistema digestivo.
Além disso, o estudo mostrou que o efeito da cisteína é mais forte quando ela vem da alimentação, já que chega diretamente ao intestino.
Onde encontrar a cisteína
A cisteína já está presente em vários alimentos comuns, como:
O corpo também consegue produzir esse aminoácido a partir de outros nutrientes, mas a ingestão pela alimentação parece ter um efeito mais direto no intestino.
Por que essa descoberta é importante?
Segundo os pesquisadores, esse é o primeiro estudo a mostrar que um único nutriente da dieta pode ativar diretamente a regeneração do intestino.
Isso abre caminhos para novas formas de apoio à saúde intestinal, principalmente em pessoas que passam por tratamentos fortes como a quimioterapia.
Entre os possíveis benefícios estudados estão:
O que ainda falta saber
Apesar dos resultados positivos, o estudo foi feito principalmente em animais. Por isso, ainda são necessários testes em humanos para confirmar os efeitos.
Mesmo assim, a pesquisa publicada na Nature (2025) mostra que a alimentação pode ter um papel muito mais importante na recuperação do intestino do que se imaginava.














