Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Onda colossal no Alasca atingiu quase 500 metros e assustou pesquisadores

Estudo revela como um gigantesco deslizamento provocou uma onda histórica no Alasca

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

  • Google News
Megatsunami no Alasca atingiu altura impressionante após enorme deslizamento de rochas. (Imagem: Getty Images via Canva) Fala Ciência

Um gigantesco evento natural ocorrido no Alasca despertou preocupação entre especialistas após ser classificado como um dos maiores megatsunamis já registrados. A onda extrema se formou no fiorde Tracy Arm, no sudeste do estado, alcançando cerca de 481 metros de altura e entrando para a lista das maiores já observadas pela ciência. 

Pesquisadores associaram o fenôeno a um enorme deslizamento de rochas que despencou de uma encosta diretamente nas águas do fiorde. O estudo, publicado na Science, também aponta que o rápido derretimento de geleiras pode ter contribuído para a instabilidade da região, reforçando os impactos das mudanças climáticas sobre áreas montanhosas do Alasca.


  • Onda atingiu altura comparável a enormes arranha-céus;
  • Tremores sísmicos foram detectados antes e depois do evento;
  • Deslizamento lançou enorme volume de rochas na água;
  • Recuo acelerado das geleiras pode ter influenciado o desastre.

Uma onda colossal moldada pela força da natureza


O megatsunami aconteceu após uma enorme massa rochosa despencar dentro do fiorde. O impacto deslocou rapidamente a água, gerando uma onda gigantesca que avançou pelas paredes estreitas da região. Os pesquisadores utilizaram diferentes métodos para reconstruir o episódio, incluindo:

  • Imagens de satélite;
  • Modelagem computacional;
  • Registros sísmicos;
  • Relatos de testemunhas.


Além disso, marcas deixadas nas encostas ajudaram a estimar a altura alcançada pela água. Árvores e vegetação foram completamente arrancadas ao longo das paredes rochosas, formando áreas totalmente expostas.

Mesmo com a magnitude do evento, nenhuma morte foi registrada. Ainda assim, equipamentos e embarcações menores foram arrastados pela força da água.


Mudanças climáticas podem ter agravado o colapso da encosta

Onda colossal no Alasca revelou impactos extremos das mudanças climáticas no planeta. (Imagem: Getty Images via Canva) Fala Ciência

Pesquisadores apontam que o derretimento acelerado das geleiras provavelmente teve papel importante no deslizamento que originou o megatsunami. O gelo atuava como suporte natural para a estrutura da montanha e, com sua redução rápida, a encosta ficou mais vulnerável a rupturas.

Nos últimos anos, o Alasca tem registrado perdas significativas de massa glacial. Esse cenário favorece a instabilidade geológica em áreas íngremes, aumentando a possibilidade de grandes desmoronamentos próximos a fiordes e regiões costeiras.

Além disso, sensores sísmicos identificaram pequenos abalos antes do evento principal. Esses sinais podem ajudar especialistas a reconhecer padrões de instabilidade e desenvolver métodos de alerta antecipado para futuros desastres.

Tecnologia e vigilância ganham importância

O episódio também reforçou a necessidade de ampliar o monitoramento geológico em áreas consideradas sensíveis. Como o fiorde Tracy Arm recebe navios turísticos e embarcações de passeio, o risco associado a novos deslizamentos preocupa autoridades e pesquisadores.

Atualmente, equipes científicas estudam formas de integrar dados sísmicos em tempo real com sistemas de previsão de desastres naturais. A proposta é criar mecanismos capazes de detectar movimentações perigosas nas montanhas antes de um possível colapso.

O caso do Alasca evidencia como eventos extremos podem se tornar mais frequentes e difíceis de prever em meio ao avanço das mudanças climáticas globais.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.