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Profissionais recorrem mais a medicamentos para lidar com pressão e exaustão

A busca por medicamentos para controlar ansiedade e depressão entre profissionais cresce rapidamente, revelando o impacto da pressão...

Fala Ciência|Do R7

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Profissionais recorrem a medicamentos para suportar o estresse. (Foto: Wattanaracha via Canva) Fala Ciência

A busca por medicamentos para controlar ansiedade e depressão entre profissionais cresce rapidamente, revelando o impacto da pressão corporativa sobre a saúde mental

O ambiente corporativo está enfrentando uma transformação preocupante. Em 2025, o uso de psicofármacos entre profissionais e líderes mais que dobrou, segundo levantamentos recentes. 


Esse aumento reflete um quadro alarmante: a sobrecarga emocional e o estresse constante estão empurrando cada vez mais pessoas para o uso de medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos.

A pressão que adoece


Com a intensificação das metas, a competitividade e a cobrança por desempenho, o trabalho tem se tornado um dos principais gatilhos de transtornos de ansiedade e depressão. Profissionais em cargos de liderança, especialmente, sentem o peso de equilibrar altas responsabilidades com a falta de tempo para descanso e lazer.

O resultado é um ciclo silencioso: exaustão mental, queda de produtividade e dependência de psicofármacos para manter o ritmo. Muitos desses profissionais sequer reconhecem o limite entre a busca por desempenho e o esgotamento psicológico.


Entre os fatores que mais contribuem para esse cenário estão:

  • Jornadas prolongadas e dificuldade em desconectar-se do trabalho;
    Ambientes corporativos que valorizam resultados, mas negligenciam o bem-estar;
  • Falta de suporte psicológico dentro das empresas;
  • Estigma associado ao tratamento de transtornos mentais.


Preconceito com a saúde mental 

Aumento de remédios expõe crise de saúde mental. (Foto: Doucefleur's via Canva) Fala Ciência

Falar sobre saúde mental no trabalho continua sendo visto, por muitos, como sinal de fraqueza ou falta de preparo emocional.

Esse preconceito impede que profissionais busquem ajuda adequada e que empresas adotem políticas preventivas de cuidado psicológico. Além disso, a automedicação, prática comum entre executivos, aumenta o risco de efeitos colaterais e de dependência química.

A ciência já indica que o uso prolongado e sem acompanhamento pode comprometer o equilíbrio emocional, tornando o indivíduo ainda mais vulnerável a crises. O ideal é que o tratamento com psicofármacos seja integrado a estratégias terapêuticas, como psicoterapia, exercícios físicos e mudanças de estilo de vida.

O desafio das empresas na nova era do trabalho

A crise de saúde mental no ambiente corporativo pede uma mudança de cultura. Não basta oferecer benefícios como ginástica laboral ou palestras motivacionais, é preciso construir ambientes de trabalho empáticos, com espaço para o diálogo e suporte emocional real.

Empresas que investem em programas de saúde mental contínuos e na capacitação de líderes para lidar com emoções e conflitos tendem a registrar menos afastamentos, mais engajamento e melhor desempenho coletivo.

O aumento no uso de psicofármacos entre profissionais é um sinal claro de alerta. A pressão excessiva e a falta de suporte emocional estão levando trabalhadores a buscar soluções rápidas, mas que não tratam a raiz do problema. É hora de romper o silêncio e colocar a saúde mental no centro das estratégias corporativas, antes que o custo humano e organizacional se torne irreversível.

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