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Tipo de treino pode proteger o cérebro e o corpo na terceira idade

Como diferentes tipos de exercício afetam cérebro e músculos em idosos 

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Treino ideal depende do objetivo do idoso. (Foto: Nomadsoulphotos via Canva) Fala Ciência

Manter-se ativo é frequentemente apontado como uma das melhores estratégias para envelhecer com saúde. No entanto, uma análise recente publicada na revista Scientific Reports, conduzida por Yu Hyeon Choe e colaboradores em abril de 2026, sugere que o tipo de exercício escolhido pode fazer toda a diferença, especialmente para idosos com comprometimento cognitivo leve ou demência.

A pesquisa reuniu dados de 14 ensaios clínicos randomizados, somando mais de mil participantes. O objetivo foi entender como diferentes modalidades de treino influenciam dois pilares essenciais do envelhecimento saudável: função cognitiva e capacidade muscular.


Quando o foco é o cérebro, o aeróbico se destaca

Os resultados mostram um padrão claro. Exercícios aeróbicos, como caminhada, ciclismo ou dança, apresentaram maior associação com melhorias na memória, atenção e processamento mental.


Isso acontece porque esse tipo de atividade estimula a circulação sanguínea no cérebro, favorecendo a oxigenação e a saúde neuronal. Além disso, práticas aeróbicas podem contribuir para:

  • Aumento da plasticidade cerebral
  • Melhora do humor e redução do estresse
  • Estímulo à formação de novas conexões neurais


Portanto, para idosos que enfrentam dificuldades cognitivas, incluir atividades aeróbicas na rotina pode ser um passo importante.

Força muscular: o papel essencial do treino resistido


Por outro lado, quando o objetivo é melhorar a força e o desempenho físico, o estudo aponta o exercício resistido, como musculação ou uso de elásticos, como a melhor escolha.

Esse tipo de treino atua diretamente na preservação da massa muscular, que tende a diminuir com o avanço da idade. Entre os principais benefícios estão:

  • Aumento da força funcional
  • Aprimoramento do equilíbrio com menor probabilidade de quedas
  • Maior independência nas atividades diárias

Assim, o treino de força não apenas fortalece o corpo, mas também contribui para uma melhor qualidade de vida.

Combinar pode ser a estratégia mais completa

Combinar treinos traz ganhos completos. (Foto: Getty Images via Canva) Fala Ciência

Um dos achados mais interessantes da análise foi o efeito das intervenções combinadas, que unem exercícios aeróbicos e resistidos.

Segundo os dados, essa abordagem oferece benefícios em ambas as frentes:

  • Melhora cognitiva
  • Ganho de força e desempenho físico

Ou seja, ao integrar diferentes estímulos, o corpo e o cérebro são trabalhados de forma mais abrangente. Isso reforça a ideia de que programas de treino bem estruturados podem ser ainda mais eficazes.

Como aplicar esses achados no dia a dia dos idosos 

Na rotina, isso significa que idosos com comprometimento cognitivo podem se beneficiar ao:

  • Priorizar atividades aeróbicas para estimular o cérebro
  • Incluir treinos de força para preservar a autonomia física
  • Optar por programas combinados para ganhos mais completos

Em resumo, o estudo deixa claro que  movimentar-se é importante, mas escolher como se movimentar é ainda mais estratégico.

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